segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Sunday morning call

E aqui estou novamente em mais um momento depressivo. Tudo bem, eu já me acostumei. Não sei se é como os momentos de antes. Agora estar mais forte. E também não sei mais o que é. Só desejo uma coisa, que “Sunday morning call” continue a tocar. Enquanto ela toca, eu choro no mundo real. Choro de saudades de tudo que me faz lembrar a felicidade. Minha eterna mãe, minha eterna amiga, minha eterna, simplesmente eterna...

Lembro que tudo passa muito rápido e que mal eu disse o que queria quando estava nos seus braços. O mundo gira sem ao menos dar uma segunda chance... Mundo maldito. Eu odeio esse mundo. Vou dormi, pois só assim posso sair desse lugar medíocre e cruel. Adeus!

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Ao sabor do bombom de café

A letargia da sala de aula sem dúvida é o melhor. Não tenho vergonha de afirmar que durmo na aula de vez em quando. É até divertido.
Na imensidão do bloco D, um garoto dorme enquanto o professor discorre sobre o processo cautelar. Os “vencedores”, que por sinal estão sempre atentos a tudo ao seu redor, o ignoram, pois o desprovido sonolento é na maioria das vezes um evasivo.

Frase do professor: “o direito é pra quem estar na frente”. E o assonorentado garoto está na frente? Imagine acordar com uma frase dessas. mais um dos grandes clichês do capitalismo. Para o colega que dorme, não importa o que o mestre diz, porque matar a fome do seu sono é mais importante.

Resolvi deixar o sonolento de lado. Frui atraído pelo vento que balança os pinheiros do bloco colossal. o resultado foi que acabei avistando duas garotas conversando em outra sala. O que elas conversam? Sei lá... Até imagino, mas não ouso relatar.

Minha atenção agora é em direção ao livro que está sobre a mesa do colega que estar sentado ao meu lado. A obra traz em sua capa a imagem de Sócrates, o filósofo idealista. Talvez o direito do grande filósofo fosse diferente do direito do professor da cadeira de cautelar. É a velha lei do mais forte; a seleção natural de Darwin...

Engraçado, acabei de reparar que uma das meninas que há pouco avistei é prima de um grande amigo... Legal, pena que eu não sei o nome dela.

Agora o professor começa a falar das leis extravagantes. Imagine só uma lei extravagante. Além de ser lei ainda por cima é extravagante. Mas tudo bem, deixa pra lá!

Como são perfeitos os pinheiros do bloco D, são árvores exuberantes, lindas e perfeitas. Como assim... Lidas e perfeitas? Exagero!?
Em meio a tantas “patrícias” e “maurícios”, um cara carrega um tambor de lixo. Lixo universitário. No andar da universidade há quem carregue o luxo e quem carregue o lixo.

Vou parar por aqui, pois o professor começou a falar do Hierig e do Savinig e o bombom de café estar mais açucarado...

quarta-feira, 13 de setembro de 2006


Na estrada de um dia chuvoso. Por quê? Não sei, simplesmente acordei com vontade de mudar. Não que eu tenha deixado de ser sentimental, apenas queria ser original. Será que é isso mesmo...

“Os mistérios conhecidos”, “a parede amarela”, “a estrada de um dia chuvoso”,
“paginas em branco”. Qual será o título da minha biografia?

Tentando imitar os poetas
Cantando sem saber a letra
Falando de amor sem amar
Criando sonhos impossíveis

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Uma espada cortou minha razão

Enquanto crio os meus capítulos e sofro com minhas lamentações, a vida escreve em sua agenda coisas de um passado remoto. É acordando que dormimos. Da pra entender?
Sem rimas ou belas poesias, porque não preciso de perfeição.

Às vezes eu não me conheço, por isso tenho atitudes inesperadas, mas não tenho que ligar pra isso. Mais importante que olhar para o céu é olhar para o ônibus que agora parte sem passageiro. E o meu saldo é de 320 reais; planos, sonhos, liberdade... Adeus!

Deve ser chato ser um semáforo. Ter que manter suas cores mesmo quando não há nenhum veículo. Os mistérios estão nos mito. Os garotos escrevem pra matar o tempo. Mas por que eles choram? Incentivar sonhos e seguir ideologias...