terça-feira, 26 de junho de 2007

as férias também são partes da mesma mesmice de sempre.

sábado, 23 de junho de 2007

(con)texto ou sem?

“Vocês são soldados de plásticos numa guerra em miniatura”. É Jim Morrison, você também tem razão, a guerra é pequena e os soldados são realmente de plástico; soldados que não se recusam a servir numa guerra injusta.

Mais uma vez o dia terminou numa folha de papel. Nada de aventuras, só muito humano, demasiado humano. Tenho um amigo que estar com depressão. Todavia, estou vendo que eu não estou muito do longe do que ele agora sente. “Sentimental”, “os pássaros” e “o velho e moço” são as minhas “companheiras”. A cerveja com o Robson, o papo com o Daniel e a mistura da música do Wagner com a poesia do Dídimo me afastaram um pouco da melancolia. Hoje, tudo terminou num simples até logo. Agora entendo por que estou mais confuso, acabei sozinho em plena multidão.

A semana foi tomada por uma dor de cabeça infernal. Um tubo de dipirona sódica se foi. Nem pra bike eu tava com saco. Estou doente? Acho que não... Sei lá... Pode ser! Passei a semana fugindo do meu mundo. Filmes e livros me ajudaram. Tudo continua paulatinamente na mesmice de sempre. Um dia, talvez Deus me conceda a coragem do Chris. Adeus e até logo!

Vou andando romântico e macambúzio

Cheio de idéias velhas

E sobrenomes antiguíssimos

É esta uma das formas de dizer adeus.

h. dídimo.

terça-feira, 19 de junho de 2007


Bom dia, amigos habitantes da república mais banana da América latina, sejam bem-vindos ao circo da piada pronta e a palhaçada dos ministérios. Um bom dia a todos que habitam o país exportador de corrupção... Um bom dia aos trabalhadores também. Sim, um bom dia para os que não têm tempo e nem condição de RELAXAR E GOZAR. Dona Marta, vai tomar no cu. Ah! Supla, seu punk de fabricado, seu emo encubado, vá também tomar no cu. É essa a única resposta, vão todos tomar no cu.

Se o Brasil é o país do futuro, eu quero viver eternamente no passado. É isso mesmo, viver no passado, num passado bem passado mesmo. Um passado que não tenha tanta cachorrada. Não sejamos, pois, tão tolos, porque a nossa tolice alimenta os partidos políticos. Não sejamos mais retóricos, porque a retórica alimenta a inércia. Sejamos agressivos. Sejamos mais honestos. Uma honestidade agressiva, daquelas que nos leve a gritar a canção da liberdade: “VÁ TOMAR NO CU”. Uma honestidade que não abra mão do protesto, uma honestidade que declare guerra à imoralidade política desse país. Por que o movimento estudantil não protesta mais? Não venha me disser que a invasão de reitorias é movimento estudantil, não seja tão inocente. Será que você não percebeu que estas invasões são coisas do corruPTo contra o Problema Social Do Brasil? Não se engane, caro expectador, o movimento estudantil não é mais independente, ele é vendido, é pelego. A UNE baba os ovos dos bandidos políticos. Tá todo mundo encurralado. Nos somos grandes imbecis. Acho que nós estamos gostando dessas novelas mexicanas que passam na tv câmara e na tv senado - um “idiota” de um advogado defendendo uma mulher-sanguessuga e o presidente do senado querendo dá uma de senhor intocável. O que é que o povo brasileiro tem haver com a pensão alimentícia da Mônica Veloso? Por que não vão resolver isso numa vara de família? Tirem logo estes presidentes. Expulsem o lula a socos, expulsem o Renan a pedradas e dêem um chute bem no meio do cu do Arlindo. Só vai se for assim. Chega de sermos violentados pela corrupção, pela falta de vergonha na cara.
“No mais, estou indo embora...” ah, tenham um bom dia, senhores habitantes da fábrica de bonecos do mal.

sábado, 16 de junho de 2007

subir?



"afinal de contas
o que nos trouxe até aqui, medo ou coragem?
talvez nenhum dos dois."
(h. gessinger)

Quem sabe a hora de nascer? Parece que tudo se resume a textos inúteis. Quem sabe se na melancolia de filme podemos encontrar uma alegria... É isso, verdadeiramente, quem sabe? Na estrada de um dia chuvoso é o título. As letras são as lágrimas. As palavras são as dores de cabeça e as frases os desencantos (quem é o vinho?) Talvez isso resuma bem o que é um blog. Talvez! É a infeliz arte de se dizer um talvez. Sabe, a avenida treze de maio é pequena para a multidão de assuntos que estar na pauta dos três amigos. Enquanto eles conversam, uma série de coisas acontece - os carros passam em alta velocidade, uma garota bate o carro, um motoqueiro foge covardemente do local do acidente, outros ignoram o fato e continuam passando sem ajudar a garota que bateu o seu carro - Enfim, a vida continua durante a conversa. A conversa é a vida. E a vida surge no coração dos amigos que se reúnem para reanimar um amigo. Tudo isso não passa na tv, pois não dar audiência. O verdadeiro amor não dar lucro para a tv. Aliás, o verdadeiro amor não interessa aos programas de televisão. Quem sabe a hora de nascer? Sim, nascer e subir a montanha, encontrar um lugar que se possa olha tudo de fora. Não se misturar. Refletir se vale mesmo à pena utilizar o mesmo meio que o inimigo usa. É ser superior em grandeza de espírito, é ser superior em desprezo, como diz o Nietzsche. Quem sabe a hora de subir a montanha? Não precisam ser exatamente quarenta dias, mas tempo que acharmos mais correto. O tempo necessário para mudarmos a percepção...

quarta-feira, 13 de junho de 2007




as doces meninas de outrora
amanheceram
vestiram os vestidos novos
pintaram as unhas de vermelho
por um instante resplandeceram
depois baixaram as cabecinhas louras
e envelheceram como as flores

''As doces meninas de outrora'' - h. dídimo

terça-feira, 12 de junho de 2007

noite do dia 12 de junho.

O shopping center não é o melhor local pra se ir no dia dos namorados (pelo menos quando se estar solteiro). Cansei de ver casais. Aliás, a palavra cansaço me parece até muito leve. Foi assim o dia 12 de junho. Pra ser sincero, eu nem me tocava que era o dia dos namorados. o problema é que quando saí do estágio não estava a fim de ir pra casa, aí decidi ir ao shopping. Procurei um filme bom, daqueles de faz mudar a percepção, não encontrei. Daí decidi assistir a um desses que estão em cartaz – piratas do caribe ou homem aranha -, resultado, desisti na hora, é muito chato ver esses filmes de ficção, são clichês demais, além do mais eu sempre saio do cinema uma merda. Fiquei perambulando pelas “ruas” do shopping, uma perambulação só pra ver se pensava em algo inusitado, só pra cumprir a grande lição do mestre Nietzsche, ou seja, sempre desconfiar das idéias que se tem quando se estar sentado. Rodei, rodei e rodei, nada mais. Ah! Lanchei. No final, acabei indo pra casa. Decidi ir andando, só pra seguir a lição de outro mestre, Henry D. Thoreua. Andei até em casa. Naveguei pelas ruas ao som de Nirvana – “in bloom”. Em casa, pus o acústico do lobão pra tocar, chorei de saudade de alguma coisa, talvez da minha infância... talvez não...

domingo, 10 de junho de 2007


Ela foi embora
mas as palavras que ela disse ficaram
e conversaram muito tempo ainda.


H. Dídimo

na estrada de um dia chuvoso

Acabo de descobrir que em mim há um grande vazio. Hoje, a crise parece mais brutal. Crise, crise existencial. Acabo de descobrir que, se eu for o que penso que realmente penso, não sou eu que devo dizer que sou. É, tenho mesmo um vazio dentro de mim. Todavia, antes que os fanáticos de plantão digam que eu preciso da religião cristã, eu vos digo: a religião também não me preenche. Tudo bem que as palavras de cristo são belas, no entanto, assim como as palavras do grande Sidarta Gautama, as palavras de cristo me privam da liberdade. A igreja cristã só faz burrice. Ela é hipócrita e imoral.

Ah! Antes que os amantes do idiota do Augusto Curi venham me amolar, eu também vos digo: eu não estou mais a fim de sonhar! (talvez seja a hora de dizer as quatro palavrinhas do Olavo de Carvalho)

Talvez só eu saiba o porquê dessa minha infelicidade, o porquê do meu niilismo. No entanto, poucas são as pessoas que me compreendem. Entretanto, há muitas pessoas que adoram dizer que eu estou indo pela porta errada. Que se danem as portas!!!

A grandeza que falta em minha vida pode me salvar. Ela sim me conduzirá. Sim, preciso de um amor infinito – tipo aqueles do Roberto Carlos. Literalmente um amor. Uma pessoa que não tenha medo ou vergonha de receber o meu amor. Um amor que compreenda, um coração sincero. Um amor que me escute...

Às vezes, a solidão é ruim. Não ter mãe é muito ruim. Eu também acho que não tenho pai. Enfim, não tenho ombro pra chorar. Só uma pedra pra descansar a cabeça. Mãe, pai e uma garota, se um dia conseguir novamente tais pérolas acho que viverei melhor, talvez volte a dormir tranqüilo.

Estou com muita saudade do tempo perfeito. Do tempo em que flecheiras era minha única casa. Saudades do tempo que conheci Isabella. Saudades de quando o tempo não passava. Saudades do tempo em que o mar era meu melhor amigo, do tempo em que o sol sempre prometia voltar. É, parece que tudo se resume a palavra saudade...

quarta-feira, 6 de junho de 2007

COMO O AMIGO AMA O AMIGO.


como o amigo ama o amigo,

assim te amo, vida surpreendente!

quer me alegre ou chore contigo,

quer me proporciones alegrias ou sofrimentos,

amo-te com tua felicidade e tua dor,

e se tens de me aniquilar,

ao te deixar eu sofrerei.

como o amigo que se arranca aos braços do amigo,

te apertarei com toda a minha força:

se já não tens felicidade a dar-me,

dá-me tua dor.



lou andreas salomé para f. w. nietzsche.



3 poemas e uma filosofia...

Quem é aquele?...
Aquele que te olha com outros olhos
Que te canta com outras palavras

Flor, me diz que é aquele...
Sim, aquele que te diz outros segredos...
Que te guarda no amor
Que te busca incansavelmente...

Quem é aquele?


*
* *

naquele dia,
o vento me falou de você

mas eu não entendi...

só agora
ao te ver
posso dizer que o vento tinha razão.


*
* *


Ontem à noite
Você foi o dia

À tarde
Você me tirou do passado.

Ontem,
Nem à noite, nem à tarde...
Perdi a noção do tempo
E encontrei
(porque te amo)
Novamente o amor.



*
* *



Razão
Pão
Coração
ão
Paixão
Vão
Grão


De onde viemos?
Para onde vamos?