quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Uma cabeça só pra tantos problemas. Preocupações obsoletas daqui há cem anos. Será que ainda sou fã do Horácio Dídimo? Acho sim. Agora do Paulo Ricardo eu não sou mais, por quê? Quem entende de política sabe.

Mas tudo bem, não vamos mais gastar tinta escrevendo sobre imbecil neo-conservador.

Comecei escrevendo sobre os meus neuróticos problemas, e desvie o foco... Isso é ruim? Sei lá, pergunta para o carrasco do meu ex-professor de redação. Ontem li uma poesia do Neruda. Uma que mais uma vez mexeu comigo. Neruda é surreal.

Chega de filmes de ação. Vamos dormir...

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Desabafo de um Homem Moderno - Parte II

O despertador toca, são 8:00 da manhã. Na cabeça recordações de uma noite mal dormida. Já não mais agradece a Deus por está vivo, porém reflete um pouco sobre tudo que já fez. Senta-se a mesa do café. Levanta-se rapidamente, pois não quer perder tempo com um simples café da manhã. Liga para a secretária avisando que ouve um imprevisto e que irá chegar atrasado – é tudo mentira. Lê as mensagens do celular que não lera outrora. Pelo retrovisor do carro penteia os cabelos. Tudo é rápido. Ele se sente cansado, mas não quer desistir, pois a desistência é para os fracos.

Entra no carro, lê o jornal enquanto o semáforo está fechado. Sobe o vidro quando um mendigo aproxima-se. No rádio toca uma canção que o faz lembrar a época da faculdade. Regozija-se, pois ele é um vencedor, conseguiu entrar no famoso mercado de trabalho. Não gosta da palavra capitalista, prefere ser chamado de executivo. Pensa nos amigos, pensa nas farras e nas tolas preocupações, mas detesta pensar nos momento em que realmente foi feliz. Chega ao escritório, e como sempre, sente-se mais infeliz, porque o que ele realmente almejava era ser um humanista, enfim, ele era um utópico idealista.

Entra na sala, não repara mais os detalhes da vida, pois nem se quer percebeu que sua secretária pintou o cabelo. Virou um neo-troglodita, um tecnocrata. A única coisa que ainda lhe dar sucesso são as medíocres imbecilidades do mundo jurídico.

Seu celular toca, é um cliente importante (Cliente importante é sinônimo de grande negócio). No mundo capitalista vale quem tem mais, e amigos são os que sabem fazer bons negócios. Vai até a janela, entretanto, sente-se um tolo, pois acha que não deve perder tempo olhando para uma paisagem qualquer. Mais uma vez o seu superego venceu...

Passam cinco minutos, ele ainda não conseguiu sair da frente da simples janela, será que enlouqueceu? Talvez. Lá de cima ele vê um taxista lendo um jornal, vê um cara cabisbaixo fumando um cigarro, vê uma mulher com um suéter cor de rosa. Reflete um pouco sobre a felicidade e chega ao seguinte juízo: “aquelas pessoas são felizes porque verdadeiramente encontraram o real sentido da vida” – mas por que ele também não encontrara este sentido vital? Será que teve medo de ser feliz, haja vista que decidiu ficar calado e aceitar as condições impostas pelo mercado?

Passou aquela tarde pensando na vida. Tentou achar um meio de mudar toda aquela paranóia. Buscou uma nova realidade...

sábado, 26 de agosto de 2006

desabafo de um homem moderno.

o relógio ainda marca 00:25 - o tempo não pára - o sofrimento também não. o quarto está vazio, a sua mente também. Ele não consegue mais pensar em nada, está preocupado, pois acha que poucos são os que ainda o consideram normal. Suas palavras foram perdidas. a vontade de calar a boca do chefe só aumenta. Na caixa de mensagem do celular há 3 mensagens não lidas, o seu e-mail está em situação semelhante. Ele tem que estudar, porque o sistema quer que ele seja alguém. Lembra que tem poblemas demais e esquece que um dia foi livre. chora às vezes, mas sempre é obrigado a sorrir, o protocolo deve ser mantido. Volta a lembrar do passado, mas é tocado pela espada de culpa que pede pra ele não lembrar. Ele insiste, mas é tarde, sua alma já foi vendida. por quê? ele não sabe. lava o rosto, come alguma coisa e vai tentar dormi, porque somente os sonhos ainda trazem a sua essência. São 00:53, e ele ainda não conseguiu mergulhar no mundo dos sonhos. tenta ler, mas logo o sono vem... apaga a luz, olha a cidade sonolenta, pensa mais uma vez sobre o que aconteceria caso ele decida fugir...faz os cálculos e decide ficar, pois já estar preso demais.
Aos poucos vai adormecendo, a cabeça vai descansando e o sono chega..."amanhã será mais um dia", diz ele antes de sonhar.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

desejo barato

Hoje eu quero ouvir uma mensagem que me corte o coração.
Também gostaria de sentir duas vezes mais forte o valor de uma amizade e ainda ter ao meu lado todos que um dia se foram.
Não quero saber que dia é hoje e não ligo mais para os jornais.
Só tenho alguns pedidos antes de sair.
Isto são desejos que nos pegam de surpresa em um dia cansativo.
Desejos claros e sem nenhum medo.
Razões maiores que nos fazem acreditar no sentido das coisas, porque o obviou não está claro,
e nem o coração parece mais querer amar.
Já a vida é curta demais para entendermos o que não é pra ser entendido.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor. (Vladimir Maiakovski)

Diga-me a quem devo recorrer. Estou tremendo de indignação. O planeta está morrendo nas mãos da humanidade. Guerras, doenças, fome e outros males. Guerras que são alimentadas pela intolerância, fome e Aids resultam de um egoísmo ambicioso. Por que W. Bush não invade a África? Ah, já sei, lá não há petróleo...estou certo?

Vê o mundo morrer é triste, porém, não fazer nada é ainda pior. Enquanto pessoas morrem, eu durmo na minha aconchegante cama. Enquanto a guerra destrói o Líbano e a Palestina, eu vou ao cinema assistir um utópico supermam. Sinto-me um nada.

Estou muito mal. Aquela imagem das garotas sendo leiloadas da vontade de chorar. Crianças que são obrigadas a entregar o corpo para saciar a fome e ajudar a família. Imagine que nem tudo que se acha utópico é realmente utópico. Nós precisamos mudar. Metamorfose. O dinheiro gasto com mísseis seria melhor para matar a fome do mundo. “a guerra é a estupidez da humanidade, mas gera lucro, e lucro é que eles desejam”. Os donos do poder são crueis.

Enquanto se gasta tempo e dinheiro com politicagem, muitas crianças morrem por não ter o que comer. Onde está o amor? Abandonou a terra e seus moradores? “imagine um mundo sem fronteiras”, todos os homens unidos com uma só finalidade; a solução dos problemas. Imagine, porque os problemas humanos têm soluções humanas. Enquanto estamos distraídos num shopping center, a natureza morre...

É real. A vida real que não se muda de canal. As ligeiras impressões que temos são inúteis diante do sofrimento dos nossos irmãos. Onde está Deus? Volte a olhar para este planeta, Senhor.
A cada dia, um minuto em memória das vítimas da guerra, é o correto. A intolerância deve ser exercida contra a maldade capitalista, fora disto, a esqueça.

Amanhã começa tudo de novo, ou melhor, tudo de velho; a programada vida programada, pois não temos mais canções...é o fim!

terça-feira, 15 de agosto de 2006

um dia você descobre que tudo não passa de ilusão. tudo é ilusão. ouvir uma canção no rádio e não lembrar o nome dela...é isso, a vida verdadeira está nas cousas simples. eu não quero dar espetáculos, pois atrás do palco é meu lugar. esse negócio de aplausos é para os vencendores. eu prefiro ser vaiado. há algo de errado nisso, por quê? sei... os donos do poder quere me ver feliz. e eu não posso escolher viver assim? eles querem que eu me dedique de corpo e alma... ah, eles querem também a minha alma! enquanto tudo isso passa eu lembro dos meus tempos de infância. quem diria, eu que fui adestrado pelos capitalistas, hoje estou aqui contra este sistema brutal. o bom da vida é acordar no sofá às 5 da manhã sem saber o que ocorreu..."passar agosto, esperando setembro". as pessoas confundem o Brasil com o caos, mas não lembram que na teoria do caos não há um PFL. acreditem em mim ou filosofem com um martelo.

sábado, 12 de agosto de 2006

sem título.

Ainda não me acostumei com os clichês...e daí, eu preciso me costumar?

Vivo num regime teocrático. Não estou conseguindo pensar em nada, a não ser em ódio, ódio dos mesmos ditadores. Eu quero morrer sem pensar em ninguém, pois se eu pensar nos poucos que dão um sentido a minha vida, resolverei ficar. Eu queria viver no último romance e queria partir ouvindo primeiro andar.

O que é obsolescência programada? Será que minha vida é uma? Sei lá...
Pensar e sentir, caso haja um conflito, escolha o segundo, entretanto, o sonho bom está no primeiro. Vou andar de ônibus pra poder pensar, mas não vou pagar a passagem, vou mandar colocar na conta dos ladrões de ambulância. Quero parar de achar isso ou aquilo, deve ser melhor. nem achar nem ter certeza... Werther foi feliz, e eu herdei o seu sofrimento. Tentar fazer as pessoas felizes é fácil, o difícil é perceber que depois da risada a sua cabeça volta a pensar nos problemas que o cerca, o coração se encolhe e a vontade de chorar retorna. Dizer frases de amor é lindo, feio é depois entender que o que falamos às vezes é em vão. Penso voltar a ir ao cinema, mas quantas vezes fui e voltei pra casa pior do que fui. Chega de enlatado americano, além do mais já me proibiram até de tomar coca-cola na universidade. Em todo canto os draconianos estão!

O céu é só uma promessa – básico até demais – e dúvida eu tenho a respeito do céu, agora do inferno não tenho dúvida alguma, basta eu mostrar meu endereço. os meus cds são melhores do que os deles...e muitos são os mortos com a mesma ferida.

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

sai dai, zé...

olha o que encontrei...

ZÉ DIRCEU BLOGUEIRO, mais uma rima pra mensaleiro, banqueiro, dinheiro, galinheiro, marketeiro, ganhar dinheiro, peliteiro...opa, paliteiro? foi mal... etc e tal.

presentes...

acabei de receber do lord; um filme de guerras com canções de amor, um nando reis com infernais e um acústico juvenil gaitado...pra que melhor?

será que vão deixar eu escutar isso no meu caixão? posso requerer quando morrer;

sentinela ambulante, disparate enfurecido e corrupto onesto...vote Geraldo Lula da Silva, número 4513 - deputado federal.

vade mecum galerinha?

nada tenho - 9 fora nada...

no país da piada pronta, até os ratos se orgulham de não serem políticos.
poder é o fim...o povo é o meio!
prefiro nada ter menos nove.
"o que pode a juventude? pode contagiar: os sinais estão no ar." (H. Gessinger)

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

depois de um bom caldo-de-cana

estar em um local abarrotado de recordações. viver num espaço de retardação. escutar sentimental e chorar. a vida é isso...

sem dialética marxista ou heraclitiana. heráclito e sua luta do contrários. marx e sua luta de classes. caóticos, melancólicos, depressivos, melodrâmicos...

e o mundo na sua imensidão intrépida que não pode parar...rotação, translação e outro sei lá o que!..

afinal, quem quer saber para onde vai a água do mar?
um dia encontrei um velho que ia passando na rua. perguntei pra ele que horas eram, mas ele não me deu as horas, me disse apenas isso: " o amor é vitrine de Minerva, nascido no berço de Hera e que é herdeiro de prometeu. quem inventou as regras do jogo nunca viveu"

terça-feira, 1 de agosto de 2006

álvaro martins

ontem à noite resolvi ler o folhetim que ganhei guando estava em trairi. "universo", eis o nome do periódico mais poético que já li.

Chagas Conceição, um dos criadores, é um verdadeiro desbravador de bibliografias. além do mais escreve feito machado de assis. o universo é encantador.

Álvaro Martins, poeta trairiense, e autor de poesias regionalmente perfeitas , tem um espaço reservado do folhetim eclético. até então eu nunca tinha ouvisto falar dele. é um clichê dos maiores essa história de nunca termos conhecido alguém e logo que conhecemos passamos a adorá-los. é um clichê e tanto.

tenho que ir, pois daqui a pouco começa o velho e eufórico chavão de cada dia.