sábado, 29 de dezembro de 2007
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Obsolescência Natalesca
Quando se finge ter uma família, a solidão toma o lugar de uma incansável busca pelo nada, isto é, um niilismo extremado e, pra variar, gratificante.
Naquele instante, que se fazia preenchido apenas pelo tédio, lembrei-me que, há mais ou menos dois anos, escrevia, no mesmo local, o primeiro texto de um antigo blog, porém logo esqueci, pois as atrações de uma perfumada rede (o ser mais hospitaleiro do local) e as canções de um antigo disco do Guilherme Arantes estavam desejando-me um feliz natal. Mais tarde logo após a ceia, veio-me um puro êxtase que dizia que eu realmente não deveria estar ali.
Foda-se o natal...
E o ano-novo também.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
SOBRE O AMOR - Artur da Távola
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
INTERNACIONAL
TARDE SILENCIOSA
O aforismo Nietzschiano, em “Gaia Ciência”, é bem claro: “se o teu coração bate por uma mulher, Rouba-a”. Acha a esta citação forte? Não, nossos corações é que estancaram o inesgotável poço de lirismo que há no coração dos homens. Quem, hoje, sente amor como o Vinícius de Morais? Quem ousa, por amor, compor sonetos como os de Camões? A resposta é: Ninguém! Porque, lentamente, nossa inocência sentimental perdeu-se em meio a este "caos" simbólico e antivida.
O fato é que perdemos o amor por amor, isto é, aquele sentimento incondicional que rege a sinfonia do amar sem ser amado; um sentimento que, na obra de Shakespeare, ilumina os amantes a esquecerem os seus nomes e, definidamente, partirem para um conhecimento pleno da paixão – um conhecimento bem no estilo Neruda, ou seja, “unir-se não com fios, mas com perfumes”.
Amar talvez seja esperar educadamente e não macambuziar-se com o espinhoso desprezo por parte da amada. É, pois, irritar-se com a falta de paciência que temos.
SONETO 01 – Sobre o Amor de Nietzsche e Lóu A. Salomé.
O prazer de viver sem amargura
Pois, uma vez encantado em teu laço,
Coração não há para tanta ternura
Os pássaros que voam cantando
Amor não têem para a sua satisfação
Mesmo no dia do solitário caminhando
Rancor não há para acomodar a maldição
Mas mesmo na triste porta do abismo
O céu não esqueceu a infância
Porque, ainda que forte, o amor não está nutrido
Assim, amantes, o ferido fez-se em prantos
No convés do quanto escuro
E não se ouvem mais simplórios cantos.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
PESADELO JURÍDICO
As palestras idiotas me perseguem, mas tudo bem, porque a culpa é minha... Eu serei condenado ao opróbrio do curso de Direito. Talvez Édipo e Prometeu sejam mais ditosos.
De um lado, professores explicando os fundamentos das suas asnas teorias. Do outro, alunos maravilhados pela inutilidade das cansativas teorias. Uma hora e meia de besteiras e bajulações, assim resumo aquela palestra do Sr. Zeno Viloso. Naquele momento, o joguinho do meu celular fazia-me companhia. O alucinante sarcasmo “Dani-Lopisniano” aliviava o assombroso aspecto que tinha aquele lugar.
Enfim, três horas passei naquele auditório escutando o que não agüento escutar em uma hora, ou melhor, quinze minutos. Mas tudo que é ruim tem sua pitada de bom, porque, no final, o Senhor “Mequedonaldis” serviu-me um Milk-Shake bem gelado.
Então, façamos, pois, um elegante brinde!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
SER VAGABUNDO É LEGAL
Mas como eu ia dizendo, a vagabundagem é legal, há muito tempo pra dedicar-se à leitura. De Camões a Jon krakauer. Poesias, crônicas e um conto que eu estava preparando para o concurso da Anna ocupam boa parte do meu tempo. Em relação ao conto, resolvi não participar, pois em mim ainda há uma potência que não me deixa participar de concursos, além do mais eu, que escrevo muito ruim.
Tirando os reclames, as asneiras e as indiretas que se escuta, ser vagabundo é legal. O ócio criativo é duas vezes mais aguçado. Talvez, em 2008, eu procure outra coisa pra fazer, porque preciso de fundo pra próxima aventura, desta vez muito mais sistemática e definitiva.
"Nossas malas surradas foram empilhadas novamente no acostamento; temos um longo caminho a frente. Mas não importa, a estrada é vida." Jack Kerouac
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
ILUSÃO
Só se perde algo
Quando se tem algo
E
Como nunca
Tive algo
Não posso dizer
Que perdi algo
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
ACONTECEU NO RIO NILO
O sadam chegou cedo, fez algumas preces ao Lorde Jah, depois ligou pro Hugo Pop Chávez, porque o tal populista latino-americano tinha se encarregado de levar aquela cerveja bem gelada...
Luiz Aguiar fez a cobertura do evento. “Peeense numa balada doida!”, disse o tal repórter, assim que chegou à festa. George Belzebush chegou atrasado, mas isso não evitou o velho barraco com o Chávez. Motivo do barraco? É que o Chávez queria dançar a dança do “strip tease”, já belzebush queria dançar a dança do “gostosão.
Foi uma muvuca. Tigresas-sinfônicas para todos os lado. “Peeense, machu rei”, disse o nobre Deputado-repórter em uma chamada ao vivo para o programa da katiuza – Diário da manhã.
Todos os convidados, ao entraram na festa, ligavam os piscas de seus carros, pois Pablo Peter adorava ver o “pisca-pisca” do convidados ligado. Dizia ele que aquela era a “festa do pisca Peter”.
Tal balada só cessou com a chegada do coronel Gondim. VIXE! Todos gritaram. Logo, o valente coronel deu um prazo de 24 Hs para que aquele “chafurdo” terminasse. “Isso é um insulto ao Lorde Jah”, relutou Gordim!
Ao saber da intervenção do coronel em seu níver, Peter ficou irado e disse: “isso é um absurdo, io soy estudiante del directo de la Unifórtica, como podes tu, Gondim, atrapalhares el mi níver? Estarei comunicando sua atitude a tia yô-yô cabelo de night-power”.
Já o convidado de honra, Sócrates Miná, pediu a palavra e EXclamou: “pela ordem, adorável pisca-Peter. Perdoe-me, Sr, mas isto é EXdrúxulo demias, retirar-me-ei do recinto agora mesmo, não quero mais presenciar está impura sodomia”. Peter ficou envergonhado e acabou encerrando a balada.
Se não fosse a lide entre belzebush e Hugo pop Chávez, tudo teria ocorrido de acordo como PP previra. Ele até que gostou do seu níver, pelo menos foi o que disse no programa do Amaury Jr.
Já o convidado de honra, Sócrates Miná, está num ritual de purificação Extreme Nitro Glicérico, no antigo templo do oráculo de Delfos.
El fiñ
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
SONETO III
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa juntamente choro e rio,
O mundo todo abarco e nada aperto
É tudo quanto sinto um desconcerto:
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio;
Agora desvario, agora acerto.
Estando em terra, chego ao céu voando;
Num’hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar um’hora.
Se me perguntas alguém por que assim ando
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, Minha Senhora.
PROGRAMAÇÃO
Ainda dormindo
Mas
Lê o jornal
E liga a TV
E acredita em tudo
Nada contesta!
Contudo
Emite pareceres
Para seres inúteis
À noite
Antes de adormecer
Liga a TV e
Novamente
Acredita em tudo sem saber
INUTILIDADES
Se mesmo tudo tendo, não te tenho em meus braços?
De que vale o som das árvores,
Se aos meus olhos não mais foram dados o prazer de ver o vento balançar os teus cabelos?
Do que vale o sabor do vinho,
Se meus lábios não te tocam mais?
Do que vale ter tudo,
E não te ter?
Sim, do que vale a vida e suas burocracias,
Se o que eu conquistar não poderei dar a ti?
“a vida, amor, nossas bocas reunidas” (Florbela Espanca)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
No dia do "fico",
- Se for para o bem do governo e felicidade geral dos que querem ser o próximo presidente do senado, diga ao lula que eu saio.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
cala a boca, Bruno! (com muita vênia)
Ontem, vi o dep. Arthur Bruno, PT do Ceará, dizer que certo partido passa por uma crise de identidade. Dep. Bruno, que outro partido da república passa por uma crise de identidade além do Pt?
Crise de identidade em outro partido? Ora, deputado, por acaso este partido no qual você se refere, outrora, era contra a CPMF e, hoje, luta para que ela continue?
Por acaso este citado partido defende um governador que, antes, era um inimigo mortal, chamado até de “filhote de galego”?
Por acaso este partido pregava a moral e a ética na política e, logo após a subida ao poder, rasgou todo capítulo do seu estatuto que falava de ética e moral?
Por acaso este partido era contra as privatizações e, logo após a subida ao poder, privatizou tudo quanto é de estrada federal?
"Deputado", cuidado, porque a boca, como diz o comediante, é o aparelho excreto do cérebro.
bom dia, "Timão"!
háháháhá! o time do presidente é da segundona!
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
DIÁRIO DE UMA PAIXÃO

Estas indagações vieram a minha cabeça logo após rever “Diário de uma Paixão”. Depois de “Antes do Amanhecer”, é o meu filme preferido. Não que não existam outros, mas este mexe muito comigo. Este simples filme passa-me algo de bom. Traz-me uma esperança diferenciada. Não é sempre que os filmes tiram minha atenção, porém esta apaixonante trama desliga-me por completo da realidade. É como se um pouco de mim estivesse naquele filme, apesar de eu nunca ter tido uma história de amor de verdade (leia-se aqui a palavra verdade no sentido mais verdadeiro da palavra).
Todos os homens sonham em ser o Noah. Toda mulher não pensa muito em ser um Allie - amar uma pessoa é mais fácil do que amar duas.
Sim, todo homem sonha em ter a sua amada de volta - aquela que se perdeu ao longo dos anos. Não que ela tenha ido embora, mas o tempo e as influências tomaram-na de tal modo, que ela já não mais parece àquela menina linda que, em outros tempos, olhava-o sempre com um olhar apaixonante.
Noah é feliz. É um homem realizado. Tendo o homem a mulher que ama o que mais o falta? Dinheiro, beleza, fama? Não, não falta nada. Estas coisas são infinitamente insignificantes perto do amor que um homem pode ter por uma mulher.
Neruda, Nando reis, Amarante, Odair José, Nietzsche, Rilke e Goethe foram homens que amaram ou ainda amam mulheres especiais tipo Allie, pois suas obras têm na sua essência o amor, não o falso amor – aquele egoísta, mas o verdadeiro amor – aquele que é revestido por uma vontade de estar sempre perto, ou seja, a sua casa é o seu amor e, consequentemente, a sua amada é o seu lar.
Quando se ama não se escuta uma música só por escutar. Quando se está longe da mulher amada, ainda que a distância seja mínima, é como se o mundo parasse e as cores já mais existissem.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Crônica-Conto.
Kant já dizia: “acima de mim, o céu; dentro de mim, a lei moral”. Concordo com ele. A minha lei moral não aceita mais essa vivência insuportável. Desde que voltei, tenho a absoluta certeza de que não sou social – sou um eremita, mas, para muitos, um vagabundo. os alguns que se fodam!
Há cinco dias, procuro algum professor que me guie nos caminhos de Platão, porém não encontro, por que será?
terça-feira, 27 de novembro de 2007
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Saída-Chegada
Deus é bom. Bondoso. É acima de tudo misericordioso. Prefiro ser amigo de Deus, a ser amigo dos prazeres.
Quando saí de casa, buscava a solidão, queria ficar eternamente só, mas Ele me fez acreditar novamente nas pessoas, sobretudo nos amigos e na minha família. Por mais estranho que parecia tudo aquilo, ele fez minha justiça e cuidou de mim. Levou-me à casa de um verdadeiro amigo e colocou em mim um desejo de ver novamente aqueles que eu tanto amo.
Estou relendo “na natureza selvagem” – John Krakauer - e nesta odisséia literal acabei tento uma absoluta certeza de que Chris pretendia voltar. Talvez o seu desejo por liberdade fosse aguçado pelas más relações em casa, assim como os meus também foram. O certo é que não sei se a experiência de “Alex” me influenciou, mas posso dizer que, por um bom tempo, senti-me bem, mais precisamente nos momentos em que estava sozinho. Não nego que era doloroso ler os e-mails que recebia. Lembro-me de uma vez que chorei numa lan house – não por aqueles e-mails “moralistas” (volta, todos estão preocupados!), mas daqueles amigos e amigas que diziam que me amavam e que sentiam minha ausência. Confesso, estava muito sensibilizado, porém somente os e-mails faziam-me chorar. A solidão confortava-me demasiadamente.
Agora, vinte dias após a minha volta, as coisas estão mais ou menos. Sinto saudade daquele ócio delirante. Sinto saudade da pedra do cruzeiro. Sinto saudades do clima de Guaramiranga. Também sinto saudades do amigo que me acolheu em sua casa.
Sei plenamente que, alguns que se dizem amigo, zombam de mim, sobretudo quando estou ausente, porém eu os desprezo demasiadamente, porque, pra mim, eles não significam absolutamente nada, aliás, significam sim, idiotices e asneiras. É bom voltar, ainda que a volta signifique uma dor enorme, ainda mais quando você não está preparado para as voltas e reencontros.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
LEMBREI

Mas desta vez não choro
Sim, Lembrei do dia da festa de São Pedro -
O dia em que o nosso primeiro beijo aconteceu -
Um dia mágico, sentimental, poético,
Lindo demais pra ser percebido assim
“Sem mais nem menos”
Mas a vida e os momentos, diz o poeta:
"São chamas"
E como boas chamas...
O VAZIO NUNCA
E é por isso que sempre fui verdadeiro
Quanto a ela não sei
Mas eu sempre fui verdadeiro
Acredito que ele mentiu
Porque sempre fui inseguro
Mas agora compreendo
Que a minha insegurança originava-se de uma certeza
A certeza de que ela não dava a mínima para o nosso amor
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
no dia da consciência negra...
No dia da consciência negra, viram-se os debates mais desgastados, mas que ainda são polêmicos - Cotas e dívida histórica foram os mais citados pela mídia. o que eles não falam é que o negro, apesar da histórica dívida, não precisa desta aberrante esmola do governo lula, ainda que, na visão jurídica, sejam as cotas uma atitude absolutamente temporária.
O problema é que não se pode qualificar o indivíduo pela sua cor ou sexo, mas pelo seu intelecto, pelo seu caráter e, sobretudo pela sua pessoa, isto é, deve-se querer ser reconhecido pelo seu esforço, e não pela sua cor ou sexo.
Segundo Aristóteles, igualdade é tratar os iguais igualmente e o desiguais desigualmente, por isso, hoje, ainda vejo com bons olhos as cotas, porém, é como falei antes, caso prevaleça, se converterá em uma ameaça, pois o indivíduo se acomodará na sua origem racial.
Alexis de Tocqueville expõe claramente que o estado deve oferecer condições para o desenvolvimento dos indivíduos, porque assim tais encontrarão a forma mais perfeita da igualdade. Tocqueville explanou a democracia social, que é, pois, o modelo democrático aplicado as condições de cada indivíduo. Nunca deve-se vincular o indivíduo também ao seu sexo, porque assim estaria a lei privilegiando aqueles que escolheram uma determinada opção sexual, e não um indivíduo que, historicamente, foi tratado desigual pela sociedade. É importante salientar que, apesar de todos os esforços, o negro ainda é visto pejorativamente, entretanto, a saída para apagar de vez tal desrespeito para com a pessoa negra é bandeira da Educação e sobretudo uma educação fundamentada no respeito.
Oscar Wilde, Leonardo Da Vinci e Edwin Morgan não clamaram para ser reconhecidos por causa que tinham uma opção sexual diferenciada das dos demais intelectuais da época, mas desejaram ser reconhecidos tão somente pelos gênios que eram, ou melhor, que ainda são, já que suas obras continuam impactando milhões de corações pelo mundo afora.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
NAS CORES
NAS CORES da vida
Pintei seu sorriso
Mas por um momento,
Pensei que tinha perdido-te
Mas como posso perder-te,
Se tenho teu nome em mim?
Eu posso correr.
Correr. Correr e correr.
Posso também brincar, ler, escrever e, numa noite silenciosa,
Chorar por teu nome
E por não saber de tuas estórias,
Findo por vir as minhas e a suas lembranças em prantos.
HOJE
Penso
Porque
Amanhã
Não pensarei tanto como hoje
Amanhã
Esquecerei
Porque
Agora
Não ta fácil dizer que não te amo
Algum dia,
Beijarei teus lábios
Segurarei tua mão
Pentearei teus cabelos
E direi simplesmente: te amo.
AMEI-TE
Porém,
Tu novamente me deixaste sozinho.
Sofri. Sofro. Sofrerei,
Enquanto você não voltar com aquele seu vestido amarelo.
Amor,
Desejo-te sorte. Com o hoje e o amanhã... Boa sorte!
Já a mim...
Desejo paciência e esperança.
Paciência para esperar-te.
Esperança para crer que, um dia, beijarei novamente seus lábios
E segurarei novamente as suas mãos.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Leões e Cordeiros.
A discrepância entre se pregar a guerra e ir a ela. A coragem de defender o que se pensa, ainda que signifique motivo de zombaria. Fôlego que se tem pela Ação, mesmo quando esta parece ser tão perigo e voraz. Não! A guerra não é um jogo de computador. As estratégias não valem apenas pontos, mas, indiscutivelmente, valem vidas... milhares de vidas.
Quando se tem uma ideologia, basta se ter uma situação bem complicada para saber se você a tem por convicção ou por pura vaidade.
Na América, ou melhor, na América do norte, o dilema foi lançado:
Se eu sou afro-americano, um ser sempre desprezível para a hostil sociedade, por que deveria eu defender uma nação que só me agride? O patriotismo é superior as minhas convicções? Por quê? Por que devo ser corajoso a ponto de entregar a minha vida por uma nação? Por acaso eles ligam pra mim?
Eu sou branco. Nascido na América. Freqüentador da congregação batista tradicional. Aos sábados, vou aos bares. Bebo. Divirto-me. Sei que a única preocupação que tenho é a minha nota na cadeira mais chata da faculdade (geopolítica). Vou me formar. Vou casar. Terei dois filhos e continuarei a freqüentar a congregação batista tradicional, sem esquecer, é claro, de ir aos bares, desta vez com minha mulher e meus filhos. Se tudo sair como planejo, irei ao Brasil no carnaval.
Sou latino. Moro na América ilegalmente, porém, brevemente terei minha cidadania americana concedida, pois casei com uma afro-americana. No momento, Estou sem emprego. Mas, aos sábados, descarrego caminhões para ganhar alguns trocados, todavia, brevemente, irei alistar-me nas forças armadas...
Sou jornalista. Hoje, fui pressionada por um senado estúpido para fazer uma matéria sobre a nova estratégia americana no Afeganistão. Tudo que ele (o senador) falou ia de encontro ao que penso, uma vez que sou democrata. Estou num dilema – escrever ou sair do emprego - a primeira opção é mais viável. Estou cheia de contas pra pagar, por isso, provavelmente, escreverei o artigo para o governo.
Sou um professor. Sim, um professor. Americano. Combatente aguerrido no Vietnã. Nem democrata, nem tão pouco republicano. Sou um ser pensante. Neste poucos dias aqui na terra, vivo perdido, procurando respostas para as minhas perguntas. No verão passado, prometi a mim mesmo que não ia mais lecionar, contudo, as imbecilidades dos jovens fazem com que eu me sinta ainda mais inteligente. Todos os dias, vejo o noticiário. Ao meio-dia, leio o The New York Times, entretanto, não mais me irrita, porque é a mesma coisa sempre. E assim são os meus dias aqui na terra. Um bom café é o comunheiro ideal para as temidas noites frias.
Sala de cinema novamente iluminada... Um grande silêncio...
...
Derrepente, uma garota que estava atrás da minha poltrona diz que detestou o filme. já o seu namorado não faz nenhum juízo. Creio eu que sua intenção ao ir ao cinema não era ver o filme, mas... Deixa para lá.
Ao sair, Lembro-me novamente da frase de Wilde.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Por que eu passei a odiar Ernesto Guevara?
Não há diferença entre Guevara e os fundamentalistas islâmicos.
Guevara é, para muitos, um herói, contudo, para mim, não passa de um ditador cruel e sanguinário; ele não passa de um fanático louco fantasiado de um jovem idealista e sonhador. Guevara é um “indivíduo” irracionalizado pelo poder, foi capaz até de tirar a vida de outro indivíduo por causa se sua ideologia barata. Se Guevara fosse um extremista islâmico, sem dúvida o seu final era semelhante ao daqueles jovens radicais xiitas.
O pensamento de esquerda é falho por completo, feio demais para ser “engolido” sem uma mera contestação. A esquerda não converte o inimigo, mas elimina-o a sangue frio. “Che” Guevara era especialista na arte de fuzilar prisioneiros, era de práxis não conversava com o inimigo, mas tão somente o eliminava. Guevara era intolerante, cruel e sanguinário, enfim, preenchia os requisitos de um neostalin.
É deprimente morar num país onde a história, a psicologia e filosofia são ministradas por seres tendenciosos - indivíduos maus, que na ânsia de ludibriar acabam não sendo imparciais em suas análises, passando a ministrar apenas um conteúdo que convém aos seus partidos e a suas abrutas convicções.
No mais, esquerda nunca mais...
trilha: "Imitation of Life" - R.E.M.
(planeta terra, 02/11/2007
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
estive lá.
Mas agora cansei dali, uma vez que a arrogância e prepotência tomaram conta daquele lugar. Cansei. Não tenho mais vontade de está ali, porém tenho que ficar, já que preciso do pouco que me pagam. Um dia sairei, e sairei assim como o João-de-barro sai do seu ninho – cantando e achando estranho aquele novo sol.
perdido num mundo.
As vidas são ceifadas para mais vidas serem nascidas. Espíritos saem, na esperança de encontrar um novo céu. Porém, a balança da injustiça só tem um peso, o do mais forte. Aqui, não se vê flores, mas ramalhetes de hipocrisia e ganância. As águas daqui não têm oxigênio. Amor não há porque no dicionário não possui a letra a. o que exite em abundância é o pessimismo e a esperança. Dois frutos do mesmo ventre – a vida. Aqui também não se esculta a voz da Vanessa da matta, nem do amarante, nem do Nando e muito menos as puras melodias de Bach. É horrível morar aqui. Estou sem cigarros, sem bebidas, sem amores. Rancores em abundâncias. Talvez David Gales seja mais feliz que eu. Aqui, o descontetamento é chamado de depressão...
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
ainda no clima da música
"Luz Dos Olhos" - Nando Reis
Ponho os meus olhos em você, se você esta |
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
POR SEU CORAÇÃO
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
“... as paixões são as velas do barquinho. E alguém com vinte anos abandona-se inteiramente a seus sentimentos, apanha vento demais nas velas e seu barco faz água – e naufraga – a não ser que ele se recupere” (Vincent Van Gogh, 1881)
E agora, no que pensar? Talvez seja a hora de pensar em si mesmo, de se chegar ao que se é. Mas, por enquanto, não sei por onde começar. É verdade, eu não sei mesmo. Apenas sei que sou pessimista, sou chato. Pra muitos, individualista. Ainda bem que sou individualista... Ainda bem. Seria difícil não aceitar isso. Sou individualista...
Seria bom sumir por uns tempos, mas pra onde? Talvez para o mundo da arte. Isso mesmo! Vou fugir pra outros mundos.
Amanhã, será um dia difícil, porque vou procurar outro estágio. Na verdade, pode ser que seja fácil. Quem dirá é a percepção.
Sábado: três taças, três garrafas de monte reale e três amigos unidos pelo prazer de se estar um ao lado do outro. Pena que a praça fechou cedo demais...
.:.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
incertezas, planos e o absurdo.

Ultimamente, não tenho dado muita atenção ao blog. Estou ausente, mas não se preocupem, porque eu também estou ausente de mim mesmo.
Anna, perdoe-me por não lhe mandar o e-mail prometido. Não sei como explicar a minha ausência.
Acabei de ler um texto do rui. o cara é simplesmente um “mostro”. Coloca as palavras nos seus lugares. Não critica da maneira que os mortais criticam. Critica com arte.
Meus heróis são fictícios e reais: lester burnham, jim morrison, meursault, camus, chris mccandless, van Gogh, neruda, Nietzsche, lima barreto, werther, Batman, pica-pau, coragem – o cão covarde, thoreau, raul, nando, r. ceni, patolino, etc...
minhas poucas dívidas são amorosas. Deixam-me com constantes dores de cabeças. Minhas idéias são um reflexo do que eu vivo. Assim, considero-me um existencialista... “ou não”...
este é o mundo da incerteza. Um mundo que agora torna-se mais certo, mais plausível. talvez seja normal não saber o que fazer da vida aos 23 anos de idade. Estou começando acreditar que a busca pelo prazer começa quando a vida não é levada tão a sério.
Ontem, os telejornais comemoraram as decisões do stf. Todo mundo adulou a alta corte. Meu niilismo, que por sinal está mais aguçado, não vê muita graça nos comentários da tv. É só um julgamento, só isso e nada mais! O que é um julgamento comparando ao “último romance”? NADA! esta é a única resposta. Valorizamos demais as besteiras da tv e esquecemos da imensidão de coisas que podemos admirar. Não sei como encontrar uma saída pra isso tudo. Aliás, eu acho que não tem saída. O fim é trágico, no mínimo.
Só há uma resposta: “tanto faz”!
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
o futuro não fala.
“Conhecerás o futuro quando ele chegar; antes disso, esquece-o.”
ÉSQUILO
Hoje, não se pode contestar o contestável. Amanhã, talvez. A paixão pela vida move o mundo. A ilusão, a decepção e a solidão ferem a alma de um ser que ainda chora. Os sentimentos revirados viram a noite conversado e articulando uma maneira de voltar. As aulas recheadas de tolices ferem a mente. O sarcasmo purifica a alma e a vida anseia pela morte.
A criança brinca sem se preocupar com os outros. Os outros olham para os outros. A preocupação é revestida de vergonha. As pessoas e medo dão as mãos num abismo paranóico. “Queda!”, grita o profeta e sua montanha.
A crítica bem fundamentada do professor a cerca da narração do idiota do “Galvão” Bueno. Bread tocando no rádio pra esquecer a noite passada. Uma olhada para o futuro mais próximo. Tudo gira conforme as prescrições da roda viva e gigante roda viva. Frases curtas para não prolongar o tédio. E, se eu resolver falar um pouco de mim nos próximos dias pra você, esqueça e não ligue, pois só são lamentações ‘jeremíticas’. Sabe, a melhor coisa é não se esquecer de imaginar um final feliz pra nossa história.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
palavras...

Procuro palavras que me façam ter um gosto maior pela vida. Não palavras de auto-ajuda, mas palavras que me ensinem algo que ainda eu não sei. Atualmente, alberto camus e dostoiéviski estão nas minhas mão, eles estão ocupando o lugar que, há um mês, era do saudoso nietzsche. Enfim, eu procuro não mais viver no absurdo. Meus dias passam sem nenhum objetivo. A crise existencial ainda vive em mim. Os ideais abandonados me fazem busca mais ainda o prazer da lubibriação alcólica.
Procuro palavras que além de sentido me dêem também coragem pra enfretar "o inferno do eterno furor de viver". Procuro desejos, procuro uma ameliei poulain, porque já fui maltratado demais.
Tudo está tão sem sentido que, ao mesmo tempo que o absurdo me consome, uma felicidade também vive em mim, não sei por qual motivo, mas gosto dela. Sou absurdo e contraditório, talvez seja por isso o motivo da felicidade.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
viver amelie... alguém entende?
terça-feira, 24 de julho de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
na janela do ônibus
Enquanto olha os gira-sois do fórum, pensei em dois barcos sem direção que saem à noite. Ontem, sai sem direção à procura do silêncio, mas acabei encontrando uma sala de cinema. Uma sala cujo filme era a continuação de um outro filme – quarteto fantástico e o surfista prateado. Um bom filme, pra não ser tão cruel. Muitos efeitos, pouco de conteúdo. Um filme básico, desses que só podemos assistir nos cinemas.
***
Mas o filme não foi a filosofia da noite, pois os filmes só são filmes, e a vida é cada vez mais real. “Viver para negar a vida”, já me disseram que esta é a base do niilismo. Tudo bem, talvez seja mesmo, mas o niilismo não significa nada quando o “último romance” começa a tocar. A música mais perfeita. A suavidade da guitarra acompanhada dos metais, isso é mesmo Amarantemente caótico. O amor, a idade, o tempo, a velhice... a vida, a morte e a promessa de ir junto quando o tempo levar a amada, não há nada mais delirante do que isso.
***
O homem absurdo às vezes pensa que sua vida não tem mais nada, contudo, a vida o surpreende, e ele fica feliz. As surpresas da vida são desconfiáveis aos olhos do homem absurdo, porque tudo passa tão depressa que ele tem medo. Os olhos do homem absurdo se perdem meio a imensidão das pétalas dos gira-sois, ai ele segue em frente. destino: ponto do ônibus.
***
terça-feira, 10 de julho de 2007
marie

"À noite, Marie veio buscar-me e perguntou se eu queria casar com ela. Disse que tanto fazia, mas que, se ela queria, poderíamos nos casar. Quis, então, saber se eu a amava. Respondi, como aliás já respondera uma vez, que isso nada queria dizer, mas que não a amava.
— Nesse caso, por que casar-se comigo? — perguntou ela.
Expliquei que isso não tinha importância alguma e que, se ela o desejava, nos poderíamos casar. Era ela, aliás, quem o perguntava, e eu me contentava em dizer que sim. Observou, então, que o casamento era uma coisa séria.
— Não — respondi.
Ela se calou durante alguns instantes, olhando-me em silêncio. Depois, falou. Queria simplesmente saber se, partindo de outra mulher, com a qual tivesse o mesmo relacionamento, eu teria aceitado a mesma proposta.
— Naturalmente — respondi.
Perguntou então a si própria se me amava, mas eu, eu nada podia saber sobre isso. Depois de outro instante de silêncio, murmurou que eu era uma pessoa estranha, que me amava certamente por isso mesmo, mas que talvez, um dia, pelos mesmos motivos eu a decepcionaria. Como ficasse calado, nada tendo a acrescentar, tomou-me do braço sorrindo, e declarou que queria casar comigo. Respondi que sim, desde que ela quisesse".
A estrada e a vida: uma corrente de vento sem direção.
Ontem à noite, não sonhei com castelos, e também não sonhei com princesas. Não tinha nada deste mundo seguro. O sonho não era sonho, era caos, era um deserto idealizado Morrison. A poesia existia no sonho, porque a poesia existe em todos os lugares, ainda que os lugares estejam nos sonhos também. Tenho quase certeza de que a poesia é atemporal.
Quem no mundo dos loucos é são? Sumir? Mas pra onde ir? Não sei e nem talvez, pois o talvez tornou-se um clichê. E daí? Que se danem os clichês!
Novamente não sonhei com castelos, tão pouco com princesas. No mundo da existência não existe tais fantasias, não há simbolismo romântico. Ontem à noite, antes do sonho, bebi, desrespeitei as ordens, fui novamente ao limite da minha enxaqueca, fantasiei minha perigosa sina. Naquele dia, vi novamente as esquinas que eu passei e fui além do bem e do mal. Não conversei mais sobre nada interessante, falei asneira durante a noite toda. Não tive tempo, mas escrevi uma poesia aparentemente tosca...
Tempo sem estrela
Noite na correria
Luar sem relva, sem nada...
Só luar
Sol sem água
Sol e dadaísmo...
Verão gelado
Overdose de lógica
Aforismos que esperam o trem
Guerra sem arte
E
Sem desertores abandonados
É a sutil efemeridade do passageiro
Do transitório
Uma discrepância no paraíso cultural
O último vento no deserto.
No final, tudo transborda, assim como o rio e o cálice de vinho. Tudo é passageiro, “passageiro de algum trem”. E as coisas não têm lógica, a visão não é a mesma. Nem a sombra, nem o sorriso. Agora a lágrima escorre sem pedi perdão. Não temos mais problemas familiares porque os problemas familiares já são problemas na sua ordem mais aleatória, e não significam nada quando são comparados com a mais simples melodia. Do que adianta prometer a si mesmo? De nada adiante... Agora estou amarantemente caótico... Porque agora tanto faz...
sexta-feira, 6 de julho de 2007
sábado, 23 de junho de 2007
(con)texto ou sem?
“Vocês são soldados de plásticos numa guerra em miniatura”. É Jim Morrison, você também tem razão, a guerra é pequena e os soldados são realmente de plástico; soldados que não se recusam a servir numa guerra injusta.
Mais uma vez o dia terminou numa folha de papel. Nada de aventuras, só muito humano, demasiado humano. Tenho um amigo que estar com depressão. Todavia, estou vendo que eu não estou muito do longe do que ele agora sente. “Sentimental”, “os pássaros” e “o velho e moço” são as minhas “companheiras”. A cerveja com o Robson, o papo com o Daniel e a mistura da música do Wagner com a poesia do Dídimo me afastaram um pouco da melancolia. Hoje, tudo terminou num simples até logo. Agora entendo por que estou mais confuso, acabei sozinho em plena multidão.
A semana foi tomada por uma dor de cabeça infernal. Um tubo de dipirona sódica se foi. Nem pra bike eu tava com saco. Estou doente? Acho que não... Sei lá... Pode ser! Passei a semana fugindo do meu mundo. Filmes e livros me ajudaram. Tudo continua paulatinamente na mesmice de sempre. Um dia, talvez Deus me conceda a coragem do Chris. Adeus e até logo!
Vou andando romântico e macambúzio
Cheio de idéias velhas
E sobrenomes antiguíssimos
É esta uma das formas de dizer adeus.
h. dídimo.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Se o Brasil é o país do futuro, eu quero viver eternamente no passado. É isso mesmo, viver no passado, num passado bem passado mesmo. Um passado que não tenha tanta cachorrada. Não sejamos, pois, tão tolos, porque a nossa tolice alimenta os partidos políticos. Não sejamos mais retóricos, porque a retórica alimenta a inércia. Sejamos agressivos. Sejamos mais honestos. Uma honestidade agressiva, daquelas que nos leve a gritar a canção da liberdade: “VÁ TOMAR NO CU”. Uma honestidade que não abra mão do protesto, uma honestidade que declare guerra à imoralidade política desse país. Por que o movimento estudantil não protesta mais? Não venha me disser que a invasão de reitorias é movimento estudantil, não seja tão inocente. Será que você não percebeu que estas invasões são coisas do corruPTo contra o Problema Social Do Brasil? Não se engane, caro expectador, o movimento estudantil não é mais independente, ele é vendido, é pelego. A UNE baba os ovos dos bandidos políticos. Tá todo mundo encurralado. Nos somos grandes imbecis. Acho que nós estamos gostando dessas novelas mexicanas que passam na tv câmara e na tv senado - um “idiota” de um advogado defendendo uma mulher-sanguessuga e o presidente do senado querendo dá uma de senhor intocável. O que é que o povo brasileiro tem haver com a pensão alimentícia da Mônica Veloso? Por que não vão resolver isso numa vara de família? Tirem logo estes presidentes. Expulsem o lula a socos, expulsem o Renan a pedradas e dêem um chute bem no meio do cu do Arlindo. Só vai se for assim. Chega de sermos violentados pela corrupção, pela falta de vergonha na cara.
“No mais, estou indo embora...” ah, tenham um bom dia, senhores habitantes da fábrica de bonecos do mal.
sábado, 16 de junho de 2007
subir?

"afinal de contas
o que nos trouxe até aqui, medo ou coragem?
talvez nenhum dos dois." (h. gessinger)
Quem sabe a hora de nascer? Parece que tudo se resume a textos inúteis. Quem sabe se na melancolia de filme podemos encontrar uma alegria... É isso, verdadeiramente, quem sabe? Na estrada de um dia chuvoso é o título. As letras são as lágrimas. As palavras são as dores de cabeça e as frases os desencantos (quem é o vinho?) Talvez isso resuma bem o que é um blog. Talvez! É a infeliz arte de se dizer um talvez. Sabe, a avenida treze de maio é pequena para a multidão de assuntos que estar na pauta dos três amigos. Enquanto eles conversam, uma série de coisas acontece - os carros passam em alta velocidade, uma garota bate o carro, um motoqueiro foge covardemente do local do acidente, outros ignoram o fato e continuam passando sem ajudar a garota que bateu o seu carro - Enfim, a vida continua durante a conversa. A conversa é a vida. E a vida surge no coração dos amigos que se reúnem para reanimar um amigo. Tudo isso não passa na tv, pois não dar audiência. O verdadeiro amor não dar lucro para a tv. Aliás, o verdadeiro amor não interessa aos programas de televisão. Quem sabe a hora de nascer? Sim, nascer e subir a montanha, encontrar um lugar que se possa olha tudo de fora. Não se misturar. Refletir se vale mesmo à pena utilizar o mesmo meio que o inimigo usa. É ser superior em grandeza de espírito, é ser superior em desprezo, como diz o Nietzsche. Quem sabe a hora de subir a montanha? Não precisam ser exatamente quarenta dias, mas tempo que acharmos mais correto. O tempo necessário para mudarmos a percepção...
quarta-feira, 13 de junho de 2007
terça-feira, 12 de junho de 2007
noite do dia 12 de junho.
domingo, 10 de junho de 2007
na estrada de um dia chuvoso
Acabo de descobrir que em mim há um grande vazio. Hoje, a crise parece mais brutal. Crise, crise existencial. Acabo de descobrir que, se eu for o que penso que realmente penso, não sou eu que devo dizer que sou. É, tenho mesmo um vazio dentro de mim. Todavia, antes que os fanáticos de plantão digam que eu preciso da religião cristã, eu vos digo: a religião também não me preenche. Tudo bem que as palavras de cristo são belas, no entanto, assim como as palavras do grande Sidarta Gautama, as palavras de cristo me privam da liberdade. A igreja cristã só faz burrice. Ela é hipócrita e imoral.
Ah! Antes que os amantes do idiota do Augusto Curi venham me amolar, eu também vos digo: eu não estou mais a fim de sonhar! (talvez seja a hora de dizer as quatro palavrinhas do Olavo de Carvalho)Talvez só eu saiba o porquê dessa minha infelicidade, o porquê do meu niilismo. No entanto, poucas são as pessoas que me compreendem. Entretanto, há muitas pessoas que adoram dizer que eu estou indo pela porta errada. Que se danem as portas!!!
A grandeza que falta em minha vida pode me salvar. Ela sim me conduzirá. Sim, preciso de um amor infinito – tipo aqueles do Roberto Carlos. Literalmente um amor. Uma pessoa que não tenha medo ou vergonha de receber o meu amor. Um amor que compreenda, um coração sincero. Um amor que me escute...
Às vezes, a solidão é ruim. Não ter mãe é muito ruim. Eu também acho que não tenho pai. Enfim, não tenho ombro pra chorar. Só uma pedra pra descansar a cabeça. Mãe, pai e uma garota, se um dia conseguir novamente tais pérolas acho que viverei melhor, talvez volte a dormir tranqüilo.
Estou com muita saudade do tempo perfeito. Do tempo em que flecheiras era minha única casa. Saudades do tempo que conheci Isabella. Saudades de quando o tempo não passava. Saudades do tempo em que o mar era meu melhor amigo, do tempo em que o sol sempre prometia voltar. É, parece que tudo se resume a palavra saudade...
quarta-feira, 6 de junho de 2007
COMO O AMIGO AMA O AMIGO.

3 poemas e uma filosofia...
Aquele que te olha com outros olhos
Que te canta com outras palavras
Flor, me diz que é aquele...
Sim, aquele que te diz outros segredos...
Que te guarda no amor
Que te busca incansavelmente...
Quem é aquele?
*
* *
naquele dia,
o vento me falou de você
mas eu não entendi...
só agora
ao te ver
posso dizer que o vento tinha razão.
*
* *
Ontem à noite
Você foi o dia
À tarde
Você me tirou do passado.
Ontem,
Nem à noite, nem à tarde...
Perdi a noção do tempo
E encontrei
(porque te amo)
Novamente o amor.
*
* *
Razão
Pão
Coração
ão
Paixão
Vão
Grão
De onde viemos?
Para onde vamos?
terça-feira, 29 de maio de 2007
dadaísmo II

E se alguém ousar sair da casa?...
Talvez a arte de viver esteja relacionada as tais questões. Estamos escolhendo sempre. A verdade e a mentira querem nos enlouquecer. Verdade: o bem, o claro, o perfeito, o bonito, o rico, o certo, o azul, a direita, etc. mentira: o mal, o escuro, o defeituoso, o feio, o pobre, o errado, o vermelho, a esquerda... E o onde está o amor? A alegria? A euforia de uma calourada feita pela cooperação que há entre os estudantes do curso de letras?
E o que é vida?...
Será a lágrima que escorre pelo rosto de uma garota rejeitada?
Se a tv resume a vida, desligue-a!
terça-feira, 22 de maio de 2007

(o amor, m. júnior)
1
Meu sonho é simples - conquistar minha liberdade. Conquistar a única coisa que me falta. Ser livre. Livre no sentido mais livre da palavra. Ser totalmente livre da famosa vida segura. Ser livre até de planos futuros. É isso! Ser livre. Um ser livre de tudo que o afasta da liberdade. Ser livre pra andar sem objetivo. Ser livre até pra optar pela escravidão. Uma liberdade que me faça entender a importância da liberdade. Uma liberdade livre de dogmas, livre de céu e de inferno. Uma liberdade mais bela, mais pura... Sincera...
sábado, 19 de maio de 2007
dadaísmo

"And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?".
"Wish you were here"
Roger Waters e David Gilmour (Pink Floyd)
Enquanto pensava sobre a crítica nietzschiana sobre o “espírito de rebanho”, percebi que eu também não sou diferente. Aliás, quando desejo ser aquilo que não queria, acabo sendo o oposto do que pensava ser. Ser indiferente? Ou lutar, fazer alguma coisa? há lógica no mundo? Não sei... A dúvida me purifica aos poucos. Ontem, vi “Perfume – A história de um assassino”, a história de um garoto que buscava o aroma perfeito e acabou o encontrado. E o que isso tem haver com “Wish you were here”? Sei lá... Talvez seja a prática do dadaísmo na sua fase mais cômica. Tenho quase certeza de que eu só preciso de um pouco de vergonha na cara. Será? Seria bom pra continuar assim? Mas como mudar se nem sempre a mudança é benéfica? Pois bem, talvez seja melhor ser um Zaratustra frustrado. A beleza do vento balançando as folhas de uma árvore é estragada pela fumaça de um carro (mais dadaísmo)
domingo, 13 de maio de 2007
terça-feira, 8 de maio de 2007
a melhor forma de desprezar o mundo.
o homem deve observar do alto o seu próprio fanatismo. não se trata de permissão, mas de compreensão, compreensão seria a melhor palavra. você precisa entender o mundo em que se vive, e a pespectiva teológica não te ajuda a entender, porque nela vc só deve acreditar e pronto!... é preciso ir além das páginas de um livro... é preciso está além! é preciso pensar por si mesmo, é preciso quebrar os vínculos, perder o medo - contestar o que muitos temem contestar, porque "o resto é só a humanindade."
quinta-feira, 3 de maio de 2007
libertação individual (parte final do trab. de met. científica) - conclusão!
Atualmente, a democracia não funciona. Sim, ela não funciona por que é regime de maioria. É o regime de uma maioria alienada. É como diz Oscar Wilde³ no seu livro a Alma do Homem sob o Socialismo:
“A democracia, por sua vez, despertava grandes esperanças; mas descobriu-se que ela significa simplesmente o esmagamento do povo, pelo povo e para o povo”. (WILDE, 1891, p. 38).
Enfim, pode-se confirmar que não há outro caminho senão pela educação, porque dentre as três soluções aqui analisadas – a individual, a cooperação e a educacional -, somente consegue-se chegar as duas primeiras por meio da última, ou seja, sem educação não se pode ter uma solução. Enfim, num regime onde todos os indivíduos fossem detentores do conhecimento, uma civilização preponderantemente individual e não egoísta, mas evoluída pelo poder das descobertas científicas. Pelo poder da soberania individual!
“Quarta-feira última, chegando à secretaria, deram-me um convite para assistir à saída da esquadra de bordo de um navio do Lloyd. Fui, depois de hesitar muito.
Fui a bordo ver a esquadra partir. Multidão. Contato pleno com meninas aristocráticas. Na prancha, ao embarcar, a ninguém pediam convite; mas a mim pediram. Aborreci-me. Encontrei Juca Floresta. Fiquei tomando cerveja na barca e saltei.
É triste não ser branco”.
















