segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

qual é a lógica?



No reflexo do espelho
Infinitas cores são formadas
E a garota já formada
Sempre está mal informada

Na forma do mercado
Um Supermercado de papel
Um disquete formatado
Nos poucos traços do pincel

Eles jamais pisam a grama
Com medo da grande lei
Não conheço quem me manda
Esquecer o que eu não sei

Das letras do alfabeto
Uma estória se pode criar
Sem cantar a letra certa
Fica fácil acertar

A lua gigante
Na tela do morro
Não por muito tempo
Esconde o transtorno

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

tenho vivido as situações mais intensas. tenho estado de frente com a pior metade. sem saber antes o que sei agora. surfando o medo em karmas. não querendo ser o que não se pode ser. descofiado dos planos. mas o faço? antes eu sabia o que fazer... e agora?

de malas prontas para o show de truman. sigam-me os bons (ou não)!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

(...)O fato é que, se filosofar é aprender a morrer, temos que viver a filosofia. Não entenda morte sempre no sentido biológico da palavra. Morte também pode significar, pelo menos para mim, insatisfação com a atual situação. O individuo que cansou de obedecer as ficções jurídicas que ele mesmo criou. Um homem libertário. Um ser que resolveu ficar fora do circo...

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Aqui estou novamente
Esperando o sinal abrir...
Esperando uma resposta para a pergunta ainda não feita (e será que vai ser feita?)

Aqui estou novamente
Navegando num mar de aflições
Arriscando palpites impossíveis
Pensando o impensável
Fazendo da regra uma exceção.

Sim, este sou eu escutando mais uma vez a mesma música.
Amargurado com a vida mesmo sem entendê-la.
Rei na arte de adiar os momentos ruins.

Um ser mergulhado na solidão, inerte...
Um não vencedor que cria poesias.

É, acho que este aí sou eu.
Um alguma coisa que deve ser algo,
Um alienista alienado,Um figurante na sua própria história

sábado, 2 de dezembro de 2006

o labirinto do fauno

na triste história do bravo imperador
a saída é mais triste.
e quem é forte não é esperto,
e quem é bom é também obsoleto.

O que será um fauno melancólico?

sobre Rilke

Sempre que ele escuta aquela canção,
Sente vontade de chorar; mas não chora,
pois tem medo que a campainha toque
e as pessoas o vejam chorando...