sexta-feira, 21 de setembro de 2007

ainda no clima da música

"o amor em forma de canção.
só podia ser de um louco.
sim, ele é mesmo louco,
os normais não escrevem assim":

disse um louco sobre o nando.

"Luz Dos Olhos" - Nando Reis

Ponho os meus olhos em você, se você esta
Dona dos meus olhos é você, avião no ar
dia pra esses olhos sem te ver, é como o chão do mar
Liga o radio a pilha, a TV, só pra você escutar
A nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora

Os meus olhos vidram ao te ver, são dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros pra poder, melhor te enxergar
Luz dos olhos para anoitecer, é só você se afastar
Pinta os lábios para escrever, a sua boca em minha

Que a nossa musica eu fiz agora, lá fora a lua irradia
a gloria
E eu te chamo, eu te peço vem
Diga que você me quer, porque eu te quero também

Passo as tardes pensando
Faço as pazes tentando lhe telefonar
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem posando sem você desembarcar
Pra eu te dar a mão nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora

E eu vou guiando, eu te espero vem
Siga onde vão meus pés, que eu te sigo também
Por que eu te amo e eu berro vem
Grita que você me quer porque eu te quero também.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

POR SEU CORAÇÃO



Por seu coração eu sempre insisti

Mas, ás vezes,

Também chorei,


morri na ilusão do seu céu

e na utopia de um dia ser amado por você


Que perca eu a sua amizade,

Já que não conquistei seu coração

Que esqueça então eu da sua lealdade,

Já que tudo que te falei foi em vão.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Luz nos olhos que nos fazem acreditar na luz que não há. As paredes de um quarto escuro estão em lágrimas, e as paredes do coração estão sangrando, mas tudo bem, porque não é a gente que inventa essa dor.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

“... as paixões são as velas do barquinho. E alguém com vinte anos abandona-se inteiramente a seus sentimentos, apanha vento demais nas velas e seu barco faz água – e naufraga – a não ser que ele se recupere” (Vincent Van Gogh, 1881)

E agora, no que pensar? Talvez seja a hora de pensar em si mesmo, de se chegar ao que se é. Mas, por enquanto, não sei por onde começar. É verdade, eu não sei mesmo. Apenas sei que sou pessimista, sou chato. Pra muitos, individualista. Ainda bem que sou individualista... Ainda bem. Seria difícil não aceitar isso. Sou individualista...

Seria bom sumir por uns tempos, mas pra onde? Talvez para o mundo da arte. Isso mesmo! Vou fugir pra outros mundos.

Amanhã, será um dia difícil, porque vou procurar outro estágio. Na verdade, pode ser que seja fácil. Quem dirá é a percepção.

Sábado: três taças, três garrafas de monte reale e três amigos unidos pelo prazer de se estar um ao lado do outro. Pena que a praça fechou cedo demais...

.:.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

incertezas, planos e o absurdo.



Ultimamente, não tenho dado muita atenção ao blog. Estou ausente, mas não se preocupem, porque eu também estou ausente de mim mesmo.




Anna, perdoe-me por não lhe mandar o e-mail prometido. Não sei como explicar a minha ausência.




Acabei de ler um texto do rui. o cara é simplesmente um “mostro”. Coloca as palavras nos seus lugares. Não critica da maneira que os mortais criticam. Critica com arte.




Meus heróis são fictícios e reais: lester burnham, jim morrison, meursault, camus, chris mccandless, van Gogh, neruda, Nietzsche, lima barreto, werther, Batman, pica-pau, coragem – o cão covarde, thoreau, raul, nando, r. ceni, patolino, etc...


minhas poucas dívidas são amorosas. Deixam-me com constantes dores de cabeças. Minhas idéias são um reflexo do que eu vivo. Assim, considero-me um existencialista... “ou não”...




este é o mundo da incerteza. Um mundo que agora torna-se mais certo, mais plausível. talvez seja normal não saber o que fazer da vida aos 23 anos de idade. Estou começando acreditar que a busca pelo prazer começa quando a vida não é levada tão a sério.




Ontem, os telejornais comemoraram as decisões do stf. Todo mundo adulou a alta corte. Meu niilismo, que por sinal está mais aguçado, não vê muita graça nos comentários da tv. É só um julgamento, só isso e nada mais! O que é um julgamento comparando ao “último romance”? NADA! esta é a única resposta. Valorizamos demais as besteiras da tv e esquecemos da imensidão de coisas que podemos admirar. Não sei como encontrar uma saída pra isso tudo. Aliás, eu acho que não tem saída. O fim é trágico, no mínimo.




Só há uma resposta: “tanto faz”!