terça-feira, 29 de maio de 2007

dadaísmo II




O que é o prêmio Nobel comparado à grandeza do universo? E o que é a vida? Seria ela a história de um casal apaixonado? Seria a vida o dinheiro? Seria vida uma missão? Um jogo – perde e ganhar são os únicos dilemas? Por que estamos ficando cegos? Daqui a pouco, nos colocarão numa casa para estudar a nossa cegueira... Parece que ficamos tão alheios as questões políticas, filosóficas, etc que os nossos olhos cegaram, e o estado (a ficção que tudo pode) vem e nos tranca numa casa cercado por soldado mercenários.

E se alguém ousar sair da casa?...

Talvez a arte de viver esteja relacionada as tais questões. Estamos escolhendo sempre. A verdade e a mentira querem nos enlouquecer. Verdade: o bem, o claro, o perfeito, o bonito, o rico, o certo, o azul, a direita, etc. mentira: o mal, o escuro, o defeituoso, o feio, o pobre, o errado, o vermelho, a esquerda... E o onde está o amor? A alegria? A euforia de uma calourada feita pela cooperação que há entre os estudantes do curso de letras?

E o que é vida?...

Será a lágrima que escorre pelo rosto de uma garota rejeitada?

Se a tv resume a vida, desligue-a!

“Estou me dando bem no cangaço, e não pretendo abandoná-lo. Não sei se vou passar a vida toda nele. Preciso trabalhar ainda uns três anos. Tenho que visitar alguns amigos, o que não fiz por falta de oportunidade. Depois, talvez me torne um comerciante”.

Lampião.

terça-feira, 22 de maio de 2007


(o amor, m. júnior)

1

Meu sonho é simples - conquistar minha liberdade. Conquistar a única coisa que me falta. Ser livre. Livre no sentido mais livre da palavra. Ser totalmente livre da famosa vida segura. Ser livre até de planos futuros. É isso! Ser livre. Um ser livre de tudo que o afasta da liberdade. Ser livre pra andar sem objetivo. Ser livre até pra optar pela escravidão. Uma liberdade que me faça entender a importância da liberdade. Uma liberdade livre de dogmas, livre de céu e de inferno. Uma liberdade mais bela, mais pura... Sincera...

sábado, 19 de maio de 2007

"... nós espíritos livres, já somos uma "transavaliação de todos os valores", uma declaração de guerra e de vitória personificada contra todas as velhas noções de "verdadeiro" e de "falso"".

[O Anticristo, § 13 - F. Nietzsche]

dadaísmo





"And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?".


"Wish you were here"
Roger Waters e David Gilmour (Pink Floyd)


Enquanto pensava sobre a crítica nietzschiana sobre o “espírito de rebanho”, percebi que eu também não sou diferente. Aliás, quando desejo ser aquilo que não queria, acabo sendo o oposto do que pensava ser. Ser indiferente? Ou lutar, fazer alguma coisa? há lógica no mundo? Não sei... A dúvida me purifica aos poucos. Ontem, vi “Perfume – A história de um assassino”, a história de um garoto que buscava o aroma perfeito e acabou o encontrado. E o que isso tem haver com “Wish you were here”? Sei lá... Talvez seja a prática do dadaísmo na sua fase mais cômica. Tenho quase certeza de que eu só preciso de um pouco de vergonha na cara. Será? Seria bom pra continuar assim? Mas como mudar se nem sempre a mudança é benéfica? Pois bem, talvez seja melhor ser um Zaratustra frustrado. A beleza do vento balançando as folhas de uma árvore é estragada pela fumaça de um carro (mais dadaísmo)


Seria bom ser aquilo que gostaríamos de ser, não ser produto de uma sociedade hipócrita, não ser um órfão maldito. Seria bom saber quem é quem no movimento estudantil, porque a minha cabeça só serve pra duas coisas: separar as orelhas e ter dores de cabeça. Seria muito bom... Mas como não se é, não se pode mais ser... o que é isso? Não sei... Adeus e até logo!


domingo, 13 de maio de 2007

até o domingo tem cara de domingo.

terça-feira, 8 de maio de 2007

a melhor forma de desprezar o mundo.

acho que é aquela história: hoje eu sou um narador observador. cansei de fazer parte da guerra. agora eu só fico em cima de um monte vendo as coisas acontecerem, vendo tudo de fora, saindo do meio para melhor entender, vendo e escrevendo o que vejo.

o homem deve observar do alto o seu próprio fanatismo. não se trata de permissão, mas de compreensão, compreensão seria a melhor palavra. você precisa entender o mundo em que se vive, e a pespectiva teológica não te ajuda a entender, porque nela vc só deve acreditar e pronto!... é preciso ir além das páginas de um livro... é preciso está além! é preciso pensar por si mesmo, é preciso quebrar os vínculos, perder o medo - contestar o que muitos temem contestar, porque "o resto é só a humanindade."

quinta-feira, 3 de maio de 2007

libertação individual (parte final do trab. de met. científica) - conclusão!

trilha sonora: 8ª sinfonia de beethoven.



Henry David Thoreau (1817-1862)², filósofo estado-unidense, em sua obra esplêndida obra A desobediência civil, louva implacavelmente a idéia de que sempre o individual prevalecerá num possível conflito com o coletivo. Sua vida foi marcada por constantes conflitos com o estado, chegando até ser levado à prisão por não pagar alguns impostos, pois recusava-se a contribuir para uma causa injusta, ou seja, o avanço americano para as terras do México. Depois de analisa a conjuntura do seu país, Thoreua (1849) conclui que o individuo é a base de tudo, e é para o indivíduo que deve existir o estado, e não o estado para o indivíduo, como hoje podemos claramente encontrar. Vale ressaltar a importância que há nesta avaliação, porque aqui não se pode confundir individualismo com egoísmo. O individualismo é a soberania individual, diferente do egoísmo que é a soberania da ganância e da soberba.
(...)
Outro caminho considerável seria o caminho mais belo de todos, ou seja, o crescimento partindo dos próprios indivíduos. Um estado, ou melhor, um não-estado onde os indivíduos fossem realmente senhores de si, onde a supremacia individual estaria acima do coletivo. Um não-estado formado por indivíduos que reconquistaram a soberania que o atual estado usurpou. Uma república composta por homens e mulheres livres que desobedecem as leis draconianas de um estado injusto e estável. Uma república formada por indivíduos capazes de contestar toda autoridade injusta. Indivíduos incapazes de tirar o que é dos outros.
Atualmente, a democracia não funciona. Sim, ela não funciona por que é regime de maioria. É o regime de uma maioria alienada. É como diz Oscar Wilde³ no seu livro a Alma do Homem sob o Socialismo:

“A democracia, por sua vez, despertava grandes esperanças; mas descobriu-se que ela significa simplesmente o esmagamento do povo, pelo povo e para o povo”. (WILDE, 1891, p. 38).


Enfim, pode-se confirmar que não há outro caminho senão pela educação, porque dentre as três soluções aqui analisadas – a individual, a cooperação e a educacional -, somente consegue-se chegar as duas primeiras por meio da última, ou seja, sem educação não se pode ter uma solução. Enfim, num regime onde todos os indivíduos fossem detentores do conhecimento, uma civilização preponderantemente individual e não egoísta, mas evoluída pelo poder das descobertas científicas. Pelo poder da soberania individual!

“Quarta-feira última, chegando à secretaria, deram-me um convite para assistir à saída da esquadra de bordo de um navio do Lloyd. Fui, depois de hesitar muito.

Fui a bordo ver a esquadra partir. Multidão. Contato pleno com meninas aristocráticas. Na prancha, ao embarcar, a ninguém pediam convite; mas a mim pediram. Aborreci-me. Encontrei Juca Floresta. Fiquei tomando cerveja na barca e saltei.

É triste não ser branco”.


Lima Barreto - "diário íntimo-fragmentos"

terça-feira, 1 de maio de 2007

(A)


1º de maio - dia do trabalho