
Envelhecemos dez semanas".

Olha aqui
Preste atenção
Essa é a nossa canção
Vou cantá-la seja aonde for
Para nunca esquecer o nosso amor
O nosso Amor
Veja bem, foi você
A razão e o porquê
De nascer está canção assim
Pois você é o amor
que existe em mim
Você partiu
E me deixou
Nunca mais você voltou
Pra me tirar da solidão
E até você voltar
Meu bem eu vou cantar
Essa nossa canção !!!

Suely agora ela está idealizada em meus pensamentos. A menina que eternamente procurará a felicidade, a garota que fuma o seu cigarro olhando para o céu estrelado, a mulher que tem um filho chamado Matheus jr. Minha cabeça não pára mais de pensar nela. Não sei por que...
O céu, o sol, a luz, as estrelas, etc. todas estes astros simbolizam uma coisa: felicidade. Não a felicidade em si, mas a felicidade capitalista. A felicidade que é ligada ao poder de compra. Quem disse que a minha felicidade depende do meu poder de consumo? E se eu decidir viver como os pássaros? “Por acaso eles se preocupam com o dia de amanhã?” É preciso nadar contra essa brutal corrente. É preciso falar e escrever o que entendemos como verdade. Sei lá... é preciso fazer com que todos enxerguem que estamos caindo em um abismo. É preciso notar que há pessoas que nos enganam constantemente. Do que adiante amar eternamente uma pessoa? Por acaso “o amor tudo supera?” Tenho quase certeza que não... O fato é que não sei como andar mais. A idéia de um blog é legal. Eu escrevo o que sinto. O problema é que nem tudo se pode postar, onde colocar então? Ou melhor, para quem contar? Eu sempre conto às pessoas que mais confio – Geórgia e Daniel -, eles pelo menos me entendem. Agora, pra quem o Chris contava? Acho que para as árvores e para os pássaros alasquianos. A idéia do blog é mesmo legal, É sempre bom acordar com o intuito ler os textos da Anna...
No domingo, senti falta do Nietzshce. Não o li. Todavia, vi o seu nome em quase todas as matérias de uma revista que estava lendo. Será que ele agora é pop? Que ironia. E o que dizer da relação do Sartre com a Simone? Sabe, acho que ali era o verdadeiro amor, o exemplo vivo do super-homem nietzschiano. O casal mais evoluído do planeta. Era um amor parecido com a letra da música do Nando Reis – a letra a -, uma complexidade tão simples, contudo, as tradições lógicas não aceitam. “Tudo que vai”, neste fim de semana que passou, foi a música mais tocada. É que senti uma vontade imensa de escutar um dos cd’s que minha vida elegeu como importes. O acústico mtv capital inicial, me parece que não vou esquecê-lo nunca. Cada música desse cd me faz lembrar o ano de 2001, o ano que praticamente morei sozinho em flecheiras. Uma experiência. É isso, uma única experiência. Não posso afirmar se foi boa ou má, porque estou analisando de dentro. Tenho muitas recordações daquele tempo: Trabalhei muito, bebi bastante, conheci muitas garotas, fiz muitos amigos e aprendi a surfar. Enfim, fiz o bastante pra não me arrepender depois. Também chorei muito de saudade. Sentia muita falta da minha mãe, e tive muitas brigas com meu pai. Pra não ser injusto, é o bastante dizer que foi bom.

O céu do iguatu. A vida de Suely. O horizonte que clama por liberdade. O forró que toca no rádio do clube mais vagabundo da cidade. Tudo isso se passou no “meu” domingo. Sim, foi meio que desesperador, quando percebi que estava cantando uma música do avião do forró. Cantei com a mesma sensação de liberdade que a Hermila cantava. Ainda bem que já parei de cantar.
A cerveja gelada com churrasco. A moto. Tudo é mesmo arrebatador. Num sei, mas qualquer dia desses visitarei a terra do ‘amigo augusto’. “Aqui começa iguatu”, “aqui começa a saudade de iguatu”, diz a placa da rodovia. A saudade não é de iguatu, visto que nunca fui lá, mas é de Suely, aquela garota que pode ter o melhor sentido da palavra aventureira. A Suely que representa a estrela mais esperançosa que já conheci. Grande é o horizonte. Grande é o mar de céu. O céu que é o lugar onde todo mundo diz que vai ser feliz. É a vida o horizonte mais distante que eu já vi. Vida, sim, vida digna...
Saudades? Claro que sim... Saudades de Suely.
São 21:17, e eu ainda não sei o que vou fazer da minha vida. Acabo de descobrir uma ótima oportunidade de conhecer um outro país, entretanto, é preciso saber falar inglês fluentemente, mas como vou se ainda estou no primeiro semestre do curo básico... Deixa pra lá. São 21:19, e o que eu vou fazer da vida? Eu não agüento mais fortaleza. Não suporto mais ver os mesmo lugares. Quero algo diferente. Ontem pensei em ir juntar uma grana e ir pra Goiânia. Talvez a rebeca me ajude a escolher melhor os meus caminhos. Mas eu não tenho dinheiro. Então, só me resta deixa pra lá... São 21:23, e eu ainda não decidi pra onde vou. Antes de ontem, pensei em ir pra são Paulo, no entanto, sei lá... esqueci o que ia dizer. Só me resta mais uma vez deixa pra lá.
Cansei de contar o tempo. Vou agora entrar no orkut. Postar alguma coisa no blog. Vou procurar alguém legal pra conversar no msn. E... Sei lá... Vou continuar a vida. É isso aí, vou continuar a minha vida, porque amanhã vou pegar o meu mp3 na assistência técnica; Aí a vida vai voltar ao normal. Vai ter a velha e boa percepção musical das coisas (o que é isso?). deixa pra lá...
Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação,
Beijos sem paixão,
crimes sem castigo,
aperto de mãos
Apenas bons amigos...
Pra ser sincero eu não espero que você minta
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito,
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos
Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação
Beijos sem paixão,
crimes sem castigo,
Aperto de mãos,
apenas bons amigos...
Pra ser sincero não espero que você me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo
Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre,
Talvez a gente encontre explicação
Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero... prazer em vê-la
Até mais...
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.
Composição: Humberto Gessinger
Nota: Antigamente, o medo que tinha desta música era sobrenatural. Ela me deixava mais confuso. Eu não entendia nada. Uma música romântica que falava no diabo; que deixava no diálogo de um ccasal, a simples resposta de um “pra ser sincero”. Antigamente, eu pensava que poderíamos amar demasiadamente. Tentava colocar em prática as fantasias que os filmes e contos me mostravam. Eu tentei resgatar em mim o que havia se perdido. Isso era antigamente, porque hoje, esculto esta música antes de ir pro estágio. Durmo pensando nela (na música... rsrsrssr). Ela agora me encanta e me diz o que eu sempre quis ouvir de mim mesmo. Ela quanto é tocada ao vivo, me leva a um delírio supranatural (o que é isso?). Sei lá... Quando não se tem algo pra escrever, qualquer coisa serve. Será mesmo? Tudo bem, até pode ser que eu veja mesmo algo de fantástico nesta letra. Você não vê, mas eu respito. Pode me chamar de sonhador, mas como dizia o John, eu não sou o único. Sei lá, acho que não estou sendo verdadeiramente sincero.
Foi assim como ver o mar
A primeira vez que meus olhos
Se viram no seu olhar
Não tive a intenção
De me apaixonar
Mera distração
E já era o momento de se gostar
Quando eu dei por mim
Nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu
Dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei
Fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul
De todo azul do mar
Foi assim como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul - de todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar
Composição: Ronaldo Bastos - Flávio Venturini
Nota: Nos espaços vazios encontrei o azul do mar. O silêncio da sala agrediu o que eu não sei explicar. Os olhos vidrados na tela. O azul do mar que deu inspiração. Tudo isso é uma grande confusão. Pode ser também uma armação; uma tentativa de me fazer voltar novamente a sofrer com as alegrias dos outros. O “s” que nos guia pelos caminhos orkutianos não funciona mais. Por isso que postei esta letra. Enquanto os burocratas se digladiavam nos balcão da secretaria, eu viajava no oceano do azul do mar. Olhava para o relógio, verificava o e-mail. O azul do mar mudava paulatinamente a cor do meu dia, deixa aquele tudo mais plausível. O azul do mar hoje foi bom, amanhã... eu não sei se será. No mais, tudo foi como sempre foi, como sempre não será.