segunda-feira, 30 de abril de 2007

?




"...E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas".

domingo, 29 de abril de 2007

[E. Münch - Desespero]


“Estou com vinte e sete anos, tendo feito uma porção de bobagens, sem saber positivamente nada; ignorando se tenho qualidades naturais, escrevendo em explosões; sem dinheiro, sem família, carregado de dificuldades e responsabilidades”.


Lima Barreto - diário íntimo (fragmentos)

quinta-feira, 26 de abril de 2007

luto...


o fato de pregarmos a mutabilidade das coisas
nos obriga a aceitar tudo com mais paciência.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

new 2001



Olha aqui
Preste atenção
Essa é a nossa canção
Vou cantá-la seja aonde for
Para nunca esquecer o nosso amor
O nosso Amor
Veja bem, foi você
A razão e o porquê
De nascer está canção assim
Pois você é o amor
que existe em mim
Você partiu
E me deixou
Nunca mais você voltou
Pra me tirar da solidão
E até você voltar
Meu bem eu vou cantar
Essa nossa canção !!!

"Nossa Canção" - Luiz Ayrão.

terça-feira, 24 de abril de 2007

A câmera está ligada – parte I


(autor desconhecido)
Trilha sonora : Moonlight sonata - Ludwig Van Beethoven

Suely agora ela está idealizada em meus pensamentos. A menina que eternamente procurará a felicidade, a garota que fuma o seu cigarro olhando para o céu estrelado, a mulher que tem um filho chamado Matheus jr. Minha cabeça não pára mais de pensar nela. Não sei por que...


O céu, o sol, a luz, as estrelas, etc. todas estes astros simbolizam uma coisa: felicidade. Não a felicidade em si, mas a felicidade capitalista. A felicidade que é ligada ao poder de compra. Quem disse que a minha felicidade depende do meu poder de consumo? E se eu decidir viver como os pássaros? “Por acaso eles se preocupam com o dia de amanhã?” É preciso nadar contra essa brutal corrente. É preciso falar e escrever o que entendemos como verdade. Sei lá... é preciso fazer com que todos enxerguem que estamos caindo em um abismo. É preciso notar que há pessoas que nos enganam constantemente. Do que adiante amar eternamente uma pessoa? Por acaso “o amor tudo supera?” Tenho quase certeza que não... O fato é que não sei como andar mais. A idéia de um blog é legal. Eu escrevo o que sinto. O problema é que nem tudo se pode postar, onde colocar então? Ou melhor, para quem contar? Eu sempre conto às pessoas que mais confio – Geórgia e Daniel -, eles pelo menos me entendem. Agora, pra quem o Chris contava? Acho que para as árvores e para os pássaros alasquianos. A idéia do blog é mesmo legal, É sempre bom acordar com o intuito ler os textos da Anna...


No domingo, senti falta do Nietzshce. Não o li. Todavia, vi o seu nome em quase todas as matérias de uma revista que estava lendo. Será que ele agora é pop? Que ironia. E o que dizer da relação do Sartre com a Simone? Sabe, acho que ali era o verdadeiro amor, o exemplo vivo do super-homem nietzschiano. O casal mais evoluído do planeta. Era um amor parecido com a letra da música do Nando Reis – a letra a -, uma complexidade tão simples, contudo, as tradições lógicas não aceitam. “Tudo que vai”, neste fim de semana que passou, foi a música mais tocada. É que senti uma vontade imensa de escutar um dos cd’s que minha vida elegeu como importes. O acústico mtv capital inicial, me parece que não vou esquecê-lo nunca. Cada música desse cd me faz lembrar o ano de 2001, o ano que praticamente morei sozinho em flecheiras. Uma experiência. É isso, uma única experiência. Não posso afirmar se foi boa ou má, porque estou analisando de dentro. Tenho muitas recordações daquele tempo: Trabalhei muito, bebi bastante, conheci muitas garotas, fiz muitos amigos e aprendi a surfar. Enfim, fiz o bastante pra não me arrepender depois. Também chorei muito de saudade. Sentia muita falta da minha mãe, e tive muitas brigas com meu pai. Pra não ser injusto, é o bastante dizer que foi bom.



domingo, 22 de abril de 2007


( o céu de suely, 2006)


O céu do iguatu. A vida de Suely. O horizonte que clama por liberdade. O forró que toca no rádio do clube mais vagabundo da cidade. Tudo isso se passou no “meu” domingo. Sim, foi meio que desesperador, quando percebi que estava cantando uma música do avião do forró. Cantei com a mesma sensação de liberdade que a Hermila cantava. Ainda bem que já parei de cantar.

A cerveja gelada com churrasco. A moto. Tudo é mesmo arrebatador. Num sei, mas qualquer dia desses visitarei a terra do ‘amigo augusto’. “Aqui começa iguatu”, “aqui começa a saudade de iguatu”, diz a placa da rodovia. A saudade não é de iguatu, visto que nunca fui lá, mas é de Suely, aquela garota que pode ter o melhor sentido da palavra aventureira. A Suely que representa a estrela mais esperançosa que já conheci. Grande é o horizonte. Grande é o mar de céu. O céu que é o lugar onde todo mundo diz que vai ser feliz. É a vida o horizonte mais distante que eu já vi. Vida, sim, vida digna...

Saudades? Claro que sim... Saudades de Suely.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

a incrível arte de não fazer nada.

São 21:17, e eu ainda não sei o que vou fazer da minha vida. Acabo de descobrir uma ótima oportunidade de conhecer um outro país, entretanto, é preciso saber falar inglês fluentemente, mas como vou se ainda estou no primeiro semestre do curo básico... Deixa pra lá. São 21:19, e o que eu vou fazer da vida? Eu não agüento mais fortaleza. Não suporto mais ver os mesmo lugares. Quero algo diferente. Ontem pensei em ir juntar uma grana e ir pra Goiânia. Talvez a rebeca me ajude a escolher melhor os meus caminhos. Mas eu não tenho dinheiro. Então, só me resta deixa pra lá... São 21:23, e eu ainda não decidi pra onde vou. Antes de ontem, pensei em ir pra são Paulo, no entanto, sei lá... esqueci o que ia dizer. Só me resta mais uma vez deixa pra lá.

Cansei de contar o tempo. Vou agora entrar no orkut. Postar alguma coisa no blog. Vou procurar alguém legal pra conversar no msn. E... Sei lá... Vou continuar a vida. É isso aí, vou continuar a minha vida, porque amanhã vou pegar o meu mp3 na assistência técnica; Aí a vida vai voltar ao normal. Vai ter a velha e boa percepção musical das coisas (o que é isso?). deixa pra lá...

quarta-feira, 18 de abril de 2007

o dia, a princesa, as notas e o pici/unifor c/ ar...

hoje não tem música, somente a nota.






Nota - até então tudo estava do mesmo jeito. Aliás, perdoe-me pela afirmação, foi só mais uma mera besteira escrita. Estou novamente na sala de informática. Parece que aqui o pensamento flui com mais facilidade, talvez seja por que estou vendo pessoas que nunca vi na vida, aliás, se vi não lembro. Todo mundo fica em silêncio. Quem dera se permanecêssemos assim por mais tempo. Silêncio, que sensação boa. Mas isso não vem ao caso. Eu posso dizer como foi o meu dia? Melhor não, acho que foi como todos os outros dias (vô nem mentir!). Apenas um fato legal. Hoje conheci outra princesa. Sim, a Princesa Xena. Muito massa! Andei lendo alguns dos textos que ela escreveu. Adorei. São melodrâmicos, pra quem anda meio ferido sentimentalmente são perfeitos. Ela escreve o que sente; isso é o que há de bom na vida. Pensar e sentir. Sentir, pensar e escrever o que se sente e o que se pensa. É a velha e boa arte de escrever. É se deixar viver por meio do papel. É usar as palavras mesmo sem pouco conhecimento das regras. É se superar a cada dia. É viver o que se viveu há algum tempo atrás. É isso, mais um dia. Mais notas. Ah! Nem me fale em notas, porque as do detestável curso de direito não estão muito boas. Mas isso é o que menos importa, pois nenhum professor pode limitar-me a uma inútil nota. Eu não vou cair nessa de ‘morrer’ por causa de notas. As notas mais importantes são aquelas que escrevemos à noite. Hoje só amanhã. Tenho que ir, porque tenho que pegar o pici/unifor das 22:20. Tomara que seja um pici/unifor com ar (num tem nada melhor do que um pici/unifor com ar.) Boa noite, coleguinhas, até mais tarde!

(All the Real Girls,2003)


"Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre,
Talvez a gente encontre explicação
Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero... prazer em vê-la
Até mais..."

terça-feira, 17 de abril de 2007

Pra Ser Sincero

Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação,
Beijos sem paixão,
crimes sem castigo,
aperto de mãos
Apenas bons amigos...

Pra ser sincero eu não espero que você minta
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito,
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos

Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação
Beijos sem paixão,
crimes sem castigo,
Aperto de mãos,
apenas bons amigos...

Pra ser sincero não espero que você me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo

Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre,
Talvez a gente encontre explicação
Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero... prazer em vê-la
Até mais...

Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.



Composição: Humberto Gessinger

Nota: Antigamente, o medo que tinha desta música era sobrenatural. Ela me deixava mais confuso. Eu não entendia nada. Uma música romântica que falava no diabo; que deixava no diálogo de um ccasal, a simples resposta de um “pra ser sincero”. Antigamente, eu pensava que poderíamos amar demasiadamente. Tentava colocar em prática as fantasias que os filmes e contos me mostravam. Eu tentei resgatar em mim o que havia se perdido. Isso era antigamente, porque hoje, esculto esta música antes de ir pro estágio. Durmo pensando nela (na música... rsrsrssr). Ela agora me encanta e me diz o que eu sempre quis ouvir de mim mesmo. Ela quanto é tocada ao vivo, me leva a um delírio supranatural (o que é isso?). Sei lá... Quando não se tem algo pra escrever, qualquer coisa serve. Será mesmo? Tudo bem, até pode ser que eu veja mesmo algo de fantástico nesta letra. Você não vê, mas eu respito. Pode me chamar de sonhador, mas como dizia o John, eu não sou o único. Sei lá, acho que não estou sendo verdadeiramente sincero.

Todo Azul do Mar

Foi assim como ver o mar
A primeira vez que meus olhos
Se viram no seu olhar

Não tive a intenção
De me apaixonar
Mera distração
E já era o momento de se gostar

Quando eu dei por mim
Nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu
Dentro do seu olhar

Quando eu mergulhei
Fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul
De todo azul do mar

Foi assim como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul - de todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar

Composição: Ronaldo Bastos - Flávio Venturini


Nota: Nos espaços vazios encontrei o azul do mar. O silêncio da sala agrediu o que eu não sei explicar. Os olhos vidrados na tela. O azul do mar que deu inspiração. Tudo isso é uma grande confusão. Pode ser também uma armação; uma tentativa de me fazer voltar novamente a sofrer com as alegrias dos outros. O “s” que nos guia pelos caminhos orkutianos não funciona mais. Por isso que postei esta letra. Enquanto os burocratas se digladiavam nos balcão da secretaria, eu viajava no oceano do azul do mar. Olhava para o relógio, verificava o e-mail. O azul do mar mudava paulatinamente a cor do meu dia, deixa aquele tudo mais plausível. O azul do mar hoje foi bom, amanhã... eu não sei se será. No mais, tudo foi como sempre foi, como sempre não será.

"Para o júbilo
o planeta
está imaturo.
É preciso
arrancar alegria
ao futuro.
Nesta vida
morrer não é difícil.
O difícil é a vida e seu ofício."


(Vladimir Maiakovski)

sábado, 14 de abril de 2007

o que ela não disse

- desculpa por algo que não te fiz.
- desculpa, por favor!
- não?
- sim?
- por quê?
- por que sim?
- não?
- é mesmo?
- sério mesmo?








- tudo bem... eu aceito as suas desculpas, ela não disse.

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silêncioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente


Vinicius de Moraes

poema nos meus 43 anos

terminar sozinho
no túmulo de um quarto
sem cigarros
nem bebida-
careca como uma lâmpada,
barrigudo,
grisalho,
e feliz por ter um quarto.
...de manhã
eles estão lá fora
ganhando dinheiro:
juízes, carpinteiros,
encanadores , médicos,
jornaleiros, guardas,
barbeiros, lavadores de carro,
dentistas, floristas,
garçonetes, cozinheiros,
motoristas de táxi...
e você se vira
para o lado pra pegar o sol
nas costas e não
direto nos olhos.

Charles Bukowski
tradução: Jorge Wanderley

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Chris McCandless, eterno.


é estranho...
por que "fix you" - cold play - não pára mais de tocar?

talvez freud explique.

quinta-feira, 12 de abril de 2007


Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“Paralelos que se encontram no infinito...”
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas.

Pablo Neruda

soneto 48

XLVIII-

Dos amantes dichosos hacen un solo pan,
una sola gota de luna en la hierba,
dejan andando dos sombras que se reúnen,
dejan un solo sol vacío en una cama.

De todas las verdades escogieron el día:
no se ataron con hilos sino con un aroma,
y no despedazaron la paz ni las palabras.
La dicha es una torre transparente.

El aire, el vino van con los dos amantes,
la noche les regala sus pétalos dichosos,
tienen derecho a todos los claveles.

Dos amantes dichosos no tienen fin ni muerte,
nacen y mueren muchas veces mientras viven,
tienen la eternidad de la naturaleza.

Pablo Neruda
“Será algo maravilhoso quando vislumbrarmos a verdadeira personalidade do homem. Crescerá naturalmente, simplesmente, à maneira das flores ou das árvores. Nunca se porá em discórdia, nem entrará em discussões ou contendas. Nada terá de provar. Conhecerá tudo. E no entanto não se ocupará do conhecimento. Será sábia. Bens materiais não medirão seu valor. Não haverá de ter coisa alguma. E terá no entanto todas as coisas; tão rica, o que dela venha se tirar, ela ainda haverá de ter. não estará sempre se intrometendo com os demais, ou pedindo para serem iguais a si própria. Ela os amará por serem diferentes. E embora não vá se intrometer com os demais, ajudará a todos, côo algo de belo nos ajuda por ser o que é. a personalidade do homem será deslumbrante. Será tão deslumbrante quanto a personalidade de uma criança
[...]
“conhece-te a ti mesmo”, estava escrito às porta do mundo antigo; “sê tu mesmo”, deverá estar escrito às portas do mundo novo”.
Oscar Wilde

segunda-feira, 9 de abril de 2007

"que a tempestade lave a louça"

Edwin Morgan - "Morangos"

[quando o tempo acordou]

uma semana nada santa.

Sexta feira:

O Trairi estava vazio. Continuou vazio durante o resto da tarde. E o meu coração? Vazio também...
Oscar Wilde me ajudou a desprezar aquele inútil e inóspito lugar. Tudo que ali se encontrava era pra ser desprezado. A não ser é claro... Deixa pra lá.

Dormi cedo...

Não sonhei.


Sábado:

O barulho de um "carro-forró" me acordou (pra variar). Meus ouvidos cansaram de ouvir aquele tipo de barulho que chamam de forró. Fui à praia. Nadei, pesquei, joguei bola. Vi quem não queria ver. Por quê? Sei lá... Mais uma “peça” do acaso. É chato fingir que não viu alguém... Mas foi preciso... Por quê? Sei lá! Voltei da praia mais perturbado, pois descobri que também odeio flecheiras. Isso é o preço que se pago por ser um Dom Quixote, odiar os lugares que não são mais do jeito que a gente queria. Fui embora com o desejo de não mais voltar. retirei-me do recinto. Em casa, mais Wilde. Algumas poesias do Neruda, e é claro, a nova “mistura”: Wether com Bob Marley – “senti-melo-psic-ultra-drama”. Não tirei o Nietzsche da mochila, porque não quis que ele presenciasse alguns fatos. deixa pra lá.

À tarde,
sono... zzz...sonhos.

À noite,
nada demais. Muito Werther com Bob Marley.
Um pouco de febre. Barulho durante a madrugada.

Domingo:

Depressão. Dor de garganta. Febre. A pele queimada. Mais depressão. Ovos de páscoa. Depressão. “Exército de um homem só” pra renovar a utopia. Bolsa arrumada. Estrada (graças a Deus). Em casa, às 20:25, mais bob marley – faixa 10. Computador ligado... Computador desligado. Sono... zzz...sonhos... Vida real na segunda.
''...não faz disso esse drama, essa dor! É que a sorte é preciso tirar pra ter. perigo é eu me esconder (em você). e quando eu vou voltar? ah, quem vai saber... se alguém numa curva me convidar eu vou lá que andar é reconhecer, olhar''.
''primeiro andar'' - r. amarante.

terça-feira, 3 de abril de 2007

can i? o verbo vem primeiro...


se a semana que se aproxima é chamada de "santa"... as outras são o que?

segunda-feira, 2 de abril de 2007

domingo

00:35

Hoje fui ao extremo da minha ira (se é que se pode ir). Antes de terminar o ano eu vou sair por aí, vou seguir os passos do Chris, vou morrer bem longe da minha hipócrita e autoritária família.

É preciso quebrar os vínculos que ainda faltam, pois preciso encontrar um lugar decente pra viver, pra respirar. Preciso encontrar um lugar onde as pessoas saibam utilizar o respeito. Talvez eu encontre a república utópica de Morus. Se agora estou a chorar, lembre-se, choro de raiva. Ainda não consegui desprezar estes argumentos intolerantes. o meu coração ainda sente. Cada lágrima que cai do meu rosto é uma gota de ódio que sai do meu coração; cada suspiro é uma vontade avassaladora de trancar de vez a porta do meu quanto, assim como há muito já tranquei a porta do meu coração.



01:41

O domingo mais uma vez foi sombrio. Foi mais uma vez corrompido por aquela estúpida...



Comecei a planejar minha retirada. Não quero mais ser comparado com outros. Não quero mais viver num mundo onde é preciso se igual a todo mundo. Será que não entra na cabeça daquela tola que eu só gostaria de ser eu mesmo? Por que ela não entende isso? pra quer comparar as pessoas?








02:12

É preciso ser mesmo superior ao mundo em desprezo...