terça-feira, 24 de abril de 2007

A câmera está ligada – parte I


(autor desconhecido)
Trilha sonora : Moonlight sonata - Ludwig Van Beethoven

Suely agora ela está idealizada em meus pensamentos. A menina que eternamente procurará a felicidade, a garota que fuma o seu cigarro olhando para o céu estrelado, a mulher que tem um filho chamado Matheus jr. Minha cabeça não pára mais de pensar nela. Não sei por que...


O céu, o sol, a luz, as estrelas, etc. todas estes astros simbolizam uma coisa: felicidade. Não a felicidade em si, mas a felicidade capitalista. A felicidade que é ligada ao poder de compra. Quem disse que a minha felicidade depende do meu poder de consumo? E se eu decidir viver como os pássaros? “Por acaso eles se preocupam com o dia de amanhã?” É preciso nadar contra essa brutal corrente. É preciso falar e escrever o que entendemos como verdade. Sei lá... é preciso fazer com que todos enxerguem que estamos caindo em um abismo. É preciso notar que há pessoas que nos enganam constantemente. Do que adiante amar eternamente uma pessoa? Por acaso “o amor tudo supera?” Tenho quase certeza que não... O fato é que não sei como andar mais. A idéia de um blog é legal. Eu escrevo o que sinto. O problema é que nem tudo se pode postar, onde colocar então? Ou melhor, para quem contar? Eu sempre conto às pessoas que mais confio – Geórgia e Daniel -, eles pelo menos me entendem. Agora, pra quem o Chris contava? Acho que para as árvores e para os pássaros alasquianos. A idéia do blog é mesmo legal, É sempre bom acordar com o intuito ler os textos da Anna...


No domingo, senti falta do Nietzshce. Não o li. Todavia, vi o seu nome em quase todas as matérias de uma revista que estava lendo. Será que ele agora é pop? Que ironia. E o que dizer da relação do Sartre com a Simone? Sabe, acho que ali era o verdadeiro amor, o exemplo vivo do super-homem nietzschiano. O casal mais evoluído do planeta. Era um amor parecido com a letra da música do Nando Reis – a letra a -, uma complexidade tão simples, contudo, as tradições lógicas não aceitam. “Tudo que vai”, neste fim de semana que passou, foi a música mais tocada. É que senti uma vontade imensa de escutar um dos cd’s que minha vida elegeu como importes. O acústico mtv capital inicial, me parece que não vou esquecê-lo nunca. Cada música desse cd me faz lembrar o ano de 2001, o ano que praticamente morei sozinho em flecheiras. Uma experiência. É isso, uma única experiência. Não posso afirmar se foi boa ou má, porque estou analisando de dentro. Tenho muitas recordações daquele tempo: Trabalhei muito, bebi bastante, conheci muitas garotas, fiz muitos amigos e aprendi a surfar. Enfim, fiz o bastante pra não me arrepender depois. Também chorei muito de saudade. Sentia muita falta da minha mãe, e tive muitas brigas com meu pai. Pra não ser injusto, é o bastante dizer que foi bom.



Um comentário:

Anônimo disse...

resistindo e existindo!