terça-feira, 17 de abril de 2007

Todo Azul do Mar

Foi assim como ver o mar
A primeira vez que meus olhos
Se viram no seu olhar

Não tive a intenção
De me apaixonar
Mera distração
E já era o momento de se gostar

Quando eu dei por mim
Nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu
Dentro do seu olhar

Quando eu mergulhei
Fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul
De todo azul do mar

Foi assim como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul - de todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar

Composição: Ronaldo Bastos - Flávio Venturini


Nota: Nos espaços vazios encontrei o azul do mar. O silêncio da sala agrediu o que eu não sei explicar. Os olhos vidrados na tela. O azul do mar que deu inspiração. Tudo isso é uma grande confusão. Pode ser também uma armação; uma tentativa de me fazer voltar novamente a sofrer com as alegrias dos outros. O “s” que nos guia pelos caminhos orkutianos não funciona mais. Por isso que postei esta letra. Enquanto os burocratas se digladiavam nos balcão da secretaria, eu viajava no oceano do azul do mar. Olhava para o relógio, verificava o e-mail. O azul do mar mudava paulatinamente a cor do meu dia, deixa aquele tudo mais plausível. O azul do mar hoje foi bom, amanhã... eu não sei se será. No mais, tudo foi como sempre foi, como sempre não será.

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