"Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei..."
Livro de Daniel 1:8, Bíblia Sagrada
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
EU SOU A LENDA
"...'Cause all I ever had:Redemption songs."
"...porque tudo o que eu sempre tive foram canções de redenção."
(Bob Marley, “Redemption Song”)
"...porque tudo o que eu sempre tive foram canções de redenção."
(Bob Marley, “Redemption Song”)
Descobrimos caminhos invisíveis. Construímos pontes ligando os extremos. Por um dia, fomos a lei e a sentença. Duvidamos de tudo, e julgamos e a condenamos à pena máxima – morte. Deus, na sua sabedoria, não nos aniquilou porque deixo-nos escolher os caminhos - nós, porém, esquecemos o outro lado do caminho. Assim pode-se dizer algo de “Eu sou a lenda”. Até aqui, considero-a uma alegoria tocante, dessas que só Platão e Cristo foram capazes de construir.

À noite, o homem não sai. Sua liberdade mantém-se limitada ao dia – é semelhante a um espinho encravado na carne. Sua incapacidade de pedir ajuda o fere toda noite. Seu fardo, no entanto, destrói sem piedade alguma seus sonhos e planos. Suas fantasias nada ensinam, e suas mágoas o deixam rancoroso não só com o desprezível mundo, mas, sobretudo com sua inaptidão para renovar suas idéias e forças. Perdido numa cidade abandonada ele nega os que verdadeiramente existem, e, num passo inconstante, cria amigos imagináveis que, para ele, são os mais valiosos. A chuva, o sol e um simples dia de silêncio não têm mais aquele simbólico sentido, mas somente o sentido original, isto é, água, calor e silêncio. Suas verdades, seu passado e sossego foram embora, ficou um espelho onde tudo isso é refletido.
Sem saber que está sendo observado bem de perto, os "modus" fazem com que ele perca o já distante alvo, passando assim a mergulhar num muro de lamentações falso. Esquece suas virtudes e abandona a certeza. Sofre. Pensa nas coisas da vida. O poema a uma amiga é a única coisa que lhe restou. Na cidade fantasma, ele esquece os discurso mais perverso. Agradece apenas o que mais o agrada: a ausência do barulho das buzinas. Sente falta do vento batendo violentamente no rosto, e das ondas que rolavam constantemente. Sua única alegria: a sincronia da música. Não sente falta de acordes e melodias chorosas, mas da sincera mensagem deixada pelo poeta esquecido. Gosta do caráter honesto que soa do rádio, que, para o solitário, é o único companheiro.
Até o momento, ele não sabe se está vivo ou morto. E, por uma ironia do destino, teve que voltar a universidade e a esta patética vida segura; Todavia, até o prezado momento, não sabe o que faz aqui.
Sente falta da face da virgem aquela face que, nos tempos de aflição, o confortava. Não encontra na de bom nesta vida, e este deve ser o problema. Sente demais, e este também deve ser um problema. O holofote, nele, cega mais que ilumina. A insônia ajuda-o a chegar ao fim das velhas páginas de um velho livro. No fim, aproximadamente às três da manhã, o som da liberdade entre pela janela e o faz dormir. Há muito ele não tem sonhos bons.
Sem saber que está sendo observado bem de perto, os "modus" fazem com que ele perca o já distante alvo, passando assim a mergulhar num muro de lamentações falso. Esquece suas virtudes e abandona a certeza. Sofre. Pensa nas coisas da vida. O poema a uma amiga é a única coisa que lhe restou. Na cidade fantasma, ele esquece os discurso mais perverso. Agradece apenas o que mais o agrada: a ausência do barulho das buzinas. Sente falta do vento batendo violentamente no rosto, e das ondas que rolavam constantemente. Sua única alegria: a sincronia da música. Não sente falta de acordes e melodias chorosas, mas da sincera mensagem deixada pelo poeta esquecido. Gosta do caráter honesto que soa do rádio, que, para o solitário, é o único companheiro.
Até o momento, ele não sabe se está vivo ou morto. E, por uma ironia do destino, teve que voltar a universidade e a esta patética vida segura; Todavia, até o prezado momento, não sabe o que faz aqui.
Sente falta da face da virgem aquela face que, nos tempos de aflição, o confortava. Não encontra na de bom nesta vida, e este deve ser o problema. Sente demais, e este também deve ser um problema. O holofote, nele, cega mais que ilumina. A insônia ajuda-o a chegar ao fim das velhas páginas de um velho livro. No fim, aproximadamente às três da manhã, o som da liberdade entre pela janela e o faz dormir. Há muito ele não tem sonhos bons.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
MONTE PETRIN
Olhares
Apresentação
Elogios
Conversação
Silêncio...
Desculpas
Perdão
Risos
Aperto de mão
Silêncio...
Timidez
Álcool
Empolgação
Beijos
Carícias
Improvisação
Novo silêncio...
No fim,
Alucinação.
Apresentação
Elogios
Conversação
Silêncio...
Desculpas
Perdão
Risos
Aperto de mão
Silêncio...
Timidez
Álcool
Empolgação
Beijos
Carícias
Improvisação
Novo silêncio...
No fim,
Alucinação.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
PRESOS
Numa cela escura,
Seis presos choram:
Dois deles de amor
Dois de dor
Um de alegria
E um sem motivo algum.
Quem é você?..
Seis presos choram:
Dois deles de amor
Dois de dor
Um de alegria
E um sem motivo algum.
Quem é você?..
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
o que é bom?!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
CAOS
C l S À
H o o O s s o p l S
U l g N l r o O
V h o O o h e g N
A o n o g o O
- e z - u
a e o i e
S ç
A a S
N O
H N
O H
S O
S
H o o O s s o p l S
U l g N l r o O
V h o O o h e g N
A o n o g o O
- e z - u
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N O
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S
SOBRE A MONTANHA
§3
Não é bom ser um ‘bonzinho’.
Não é bom ser um ‘bonzinho’.
Depois de altas doses de uma fumaça densa e equilibrada, viu-se a insônia curar-se apenas com boas doses de Kundera. O ano de dois mil e sete mostrou-se perfeito para a leitura de “o estrangeiro”, já o ano de dois mil e oito mostra-se cada vez mais propício à continuação de “A insustentável leveza do ser”.
Não sei se foi o destino que nos trouxe deus ou se foi Deus que nos apresentou o destino, todavia, parece ser a coincidência a fusão dos dois, isto é, a fusão de Deus-destino. Kundera refere-se a “Ana Karênina”, de Tolstoi, e isso é o que me deixa preocupado, pois consegui tal obra e ainda não a li - coloquei- a na fila de espera. Falta de tempo? Creio que não, acho que tenho dado prioridade aos sonhos.
Mas isso não é o que me faz oscilar entre a leveza e o peso, até porque tal dilema é saudável. O insuportável é saber que tenho de pagar R$ 276,27 ao Estado, pois, segundo eles, quando deixei o estágio, um pequeno débito foi deixado bom mim. Ora, “PORA”! Tudo bem que eu tenha sacado um dinheiro que eu não merecia, no entanto, eles esqueceram de colocar na porcaria daquele ofício que o mesmo rapaz que deve ressarcir os cofres públicos, também trabalhou dois anos sem sacar um tostão, ou seja, o otário que vos falar agora trabalhou dois anos de graça para aqueles malfeitores jurídicos. Mas tudo bem, pois é isso que se ganha quando se é um ‘Bonzinho’. É como diz uma comunidade do orkut: “os bonzinhos só se fodem”
Não sei se foi o destino que nos trouxe deus ou se foi Deus que nos apresentou o destino, todavia, parece ser a coincidência a fusão dos dois, isto é, a fusão de Deus-destino. Kundera refere-se a “Ana Karênina”, de Tolstoi, e isso é o que me deixa preocupado, pois consegui tal obra e ainda não a li - coloquei- a na fila de espera. Falta de tempo? Creio que não, acho que tenho dado prioridade aos sonhos.
Mas isso não é o que me faz oscilar entre a leveza e o peso, até porque tal dilema é saudável. O insuportável é saber que tenho de pagar R$ 276,27 ao Estado, pois, segundo eles, quando deixei o estágio, um pequeno débito foi deixado bom mim. Ora, “PORA”! Tudo bem que eu tenha sacado um dinheiro que eu não merecia, no entanto, eles esqueceram de colocar na porcaria daquele ofício que o mesmo rapaz que deve ressarcir os cofres públicos, também trabalhou dois anos sem sacar um tostão, ou seja, o otário que vos falar agora trabalhou dois anos de graça para aqueles malfeitores jurídicos. Mas tudo bem, pois é isso que se ganha quando se é um ‘Bonzinho’. É como diz uma comunidade do orkut: “os bonzinhos só se fodem”
sábado, 19 de janeiro de 2008
E se...

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
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