terça-feira, 31 de outubro de 2006
Adeus! E até logo!
Tudo se torna mais complicado quando percebemos que o homem gosta de ser alienado. Ele somente ver o que lhe agrada. Às vezes o homem esquece que tem olhos e razão. Talvez isto satisfaça o seu ego. Antes tinha eu mil motivos para defender incansavelmente o valor da amizade, porém hoje penso diferente. Ainda continuo acreditando que a força da amizade vai além da ideologia, no entanto, difícil é encontrar um amigo real. Amigos não se confundem com aproveitadores detalhistas e ditadores ambiciosos. Seres que usam e abusam da falsa ideologia da amizade.
Plantão tinha razão, aqueles que saem da caverna para mostrar a verdadeira conjuntura sempre são taxados de mentiroso, de traidores e até mesmo de hipócritas. Posso até ser o que alguns acham que eu sou, porque é preferível ser chamado de mentiroso do que ter medo de discordar. Prefiro ser chamado de traidor a perder a liberdade no que realmente sinto; prefiro ser taxado de hipócrita a ser intolerante e déspota.
Hoje, às zero horas e vinte minutos do dia 31 de outubro do ano de 2006, encerro minhas atividades na confraria. Ah, estou vestindo um calção amarelo e ainda não escovei os dentes (o mundo gosta de detalhes). Deixo a confraria, mas a levo no coração, pelo menos por enquanto...
Sem nenhum receio decido por não ser mais um confrade. Adeus! E até logo!
Manoel Júnior - (ex-kant)
Plantão tinha razão, aqueles que saem da caverna para mostrar a verdadeira conjuntura sempre são taxados de mentiroso, de traidores e até mesmo de hipócritas. Posso até ser o que alguns acham que eu sou, porque é preferível ser chamado de mentiroso do que ter medo de discordar. Prefiro ser chamado de traidor a perder a liberdade no que realmente sinto; prefiro ser taxado de hipócrita a ser intolerante e déspota.
Hoje, às zero horas e vinte minutos do dia 31 de outubro do ano de 2006, encerro minhas atividades na confraria. Ah, estou vestindo um calção amarelo e ainda não escovei os dentes (o mundo gosta de detalhes). Deixo a confraria, mas a levo no coração, pelo menos por enquanto...
Sem nenhum receio decido por não ser mais um confrade. Adeus! E até logo!
Manoel Júnior - (ex-kant)
terça-feira, 3 de outubro de 2006
"No final das contas, o motivo prático pelo qual se permite o governo da maioria e
a sua continuidade - uma vez passado o poder para as mãos do povo - não é a sua
maior tendência a emitir bons juízos, nem porque possa parecer o mais justo aos olhos
da minoria, mas sim porque ela (a maioria) é fisicamente a mais forte. Mas um governo
no qual prevalece o mando da maioria em todas as questões não pode ser baseado na
justiça, mesmo nos limites da avaliação dos homens. Não será possível um governo
em que a maioria não decida virtualmente o que é certo ou errado? No qual a maioria
decida apenas aquelas questões às quais seja aplicável a norma da conveniência? Deve
o cidadão desistir da sua consciência, mesmo por um único instante ou em última
instância, e se dobrar ao legislador? Por que então estará cada homem dotado de uma
consciência? Na minha opinião devemos ser em primeiro lugar homens, e só então súditos.
Não é desejável cultivar o respeito às leis no mesmo nível do respeito aos direitos.
A única obrigação que tenho direito de assumir é fazer a qualquer momento aquilo
que julgo certo".
a sua continuidade - uma vez passado o poder para as mãos do povo - não é a sua
maior tendência a emitir bons juízos, nem porque possa parecer o mais justo aos olhos
da minoria, mas sim porque ela (a maioria) é fisicamente a mais forte. Mas um governo
no qual prevalece o mando da maioria em todas as questões não pode ser baseado na
justiça, mesmo nos limites da avaliação dos homens. Não será possível um governo
em que a maioria não decida virtualmente o que é certo ou errado? No qual a maioria
decida apenas aquelas questões às quais seja aplicável a norma da conveniência? Deve
o cidadão desistir da sua consciência, mesmo por um único instante ou em última
instância, e se dobrar ao legislador? Por que então estará cada homem dotado de uma
consciência? Na minha opinião devemos ser em primeiro lugar homens, e só então súditos.
Não é desejável cultivar o respeito às leis no mesmo nível do respeito aos direitos.
A única obrigação que tenho direito de assumir é fazer a qualquer momento aquilo
que julgo certo".
HENRY DAVID THOUREAU
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