terça-feira, 3 de outubro de 2006

"No final das contas, o motivo prático pelo qual se permite o governo da maioria e
a sua continuidade - uma vez passado o poder para as mãos do povo - não é a sua
maior tendência a emitir bons juízos, nem porque possa parecer o mais justo aos olhos
da minoria, mas sim porque ela (a maioria) é fisicamente a mais forte. Mas um governo
no qual prevalece o mando da maioria em todas as questões não pode ser baseado na
justiça, mesmo nos limites da avaliação dos homens. Não será possível um governo
em que a maioria não decida virtualmente o que é certo ou errado? No qual a maioria
decida apenas aquelas questões às quais seja aplicável a norma da conveniência? Deve
o cidadão desistir da sua consciência, mesmo por um único instante ou em última
instância, e se dobrar ao legislador? Por que então estará cada homem dotado de uma
consciência? Na minha opinião devemos ser em primeiro lugar homens, e só então súditos.
Não é desejável cultivar o respeito às leis no mesmo nível do respeito aos direitos.
A única obrigação que tenho direito de assumir é fazer a qualquer momento aquilo
que julgo certo".

HENRY DAVID THOUREAU

Um comentário:

nnt disse...

esse livro é a descoberta do ano, pra mim. excelente, cara. adorei o livro. é pra ser lido com veneração.