sábado, 29 de dezembro de 2007
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Obsolescência Natalesca
Quando se finge ter uma família, a solidão toma o lugar de uma incansável busca pelo nada, isto é, um niilismo extremado e, pra variar, gratificante.
Naquele instante, que se fazia preenchido apenas pelo tédio, lembrei-me que, há mais ou menos dois anos, escrevia, no mesmo local, o primeiro texto de um antigo blog, porém logo esqueci, pois as atrações de uma perfumada rede (o ser mais hospitaleiro do local) e as canções de um antigo disco do Guilherme Arantes estavam desejando-me um feliz natal. Mais tarde logo após a ceia, veio-me um puro êxtase que dizia que eu realmente não deveria estar ali.
Foda-se o natal...
E o ano-novo também.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
SOBRE O AMOR - Artur da Távola
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
INTERNACIONAL
TARDE SILENCIOSA
O aforismo Nietzschiano, em “Gaia Ciência”, é bem claro: “se o teu coração bate por uma mulher, Rouba-a”. Acha a esta citação forte? Não, nossos corações é que estancaram o inesgotável poço de lirismo que há no coração dos homens. Quem, hoje, sente amor como o Vinícius de Morais? Quem ousa, por amor, compor sonetos como os de Camões? A resposta é: Ninguém! Porque, lentamente, nossa inocência sentimental perdeu-se em meio a este "caos" simbólico e antivida.
O fato é que perdemos o amor por amor, isto é, aquele sentimento incondicional que rege a sinfonia do amar sem ser amado; um sentimento que, na obra de Shakespeare, ilumina os amantes a esquecerem os seus nomes e, definidamente, partirem para um conhecimento pleno da paixão – um conhecimento bem no estilo Neruda, ou seja, “unir-se não com fios, mas com perfumes”.
Amar talvez seja esperar educadamente e não macambuziar-se com o espinhoso desprezo por parte da amada. É, pois, irritar-se com a falta de paciência que temos.
SONETO 01 – Sobre o Amor de Nietzsche e Lóu A. Salomé.
O prazer de viver sem amargura
Pois, uma vez encantado em teu laço,
Coração não há para tanta ternura
Os pássaros que voam cantando
Amor não têem para a sua satisfação
Mesmo no dia do solitário caminhando
Rancor não há para acomodar a maldição
Mas mesmo na triste porta do abismo
O céu não esqueceu a infância
Porque, ainda que forte, o amor não está nutrido
Assim, amantes, o ferido fez-se em prantos
No convés do quanto escuro
E não se ouvem mais simplórios cantos.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
PESADELO JURÍDICO
As palestras idiotas me perseguem, mas tudo bem, porque a culpa é minha... Eu serei condenado ao opróbrio do curso de Direito. Talvez Édipo e Prometeu sejam mais ditosos.
De um lado, professores explicando os fundamentos das suas asnas teorias. Do outro, alunos maravilhados pela inutilidade das cansativas teorias. Uma hora e meia de besteiras e bajulações, assim resumo aquela palestra do Sr. Zeno Viloso. Naquele momento, o joguinho do meu celular fazia-me companhia. O alucinante sarcasmo “Dani-Lopisniano” aliviava o assombroso aspecto que tinha aquele lugar.
Enfim, três horas passei naquele auditório escutando o que não agüento escutar em uma hora, ou melhor, quinze minutos. Mas tudo que é ruim tem sua pitada de bom, porque, no final, o Senhor “Mequedonaldis” serviu-me um Milk-Shake bem gelado.
Então, façamos, pois, um elegante brinde!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
SER VAGABUNDO É LEGAL
Mas como eu ia dizendo, a vagabundagem é legal, há muito tempo pra dedicar-se à leitura. De Camões a Jon krakauer. Poesias, crônicas e um conto que eu estava preparando para o concurso da Anna ocupam boa parte do meu tempo. Em relação ao conto, resolvi não participar, pois em mim ainda há uma potência que não me deixa participar de concursos, além do mais eu, que escrevo muito ruim.
Tirando os reclames, as asneiras e as indiretas que se escuta, ser vagabundo é legal. O ócio criativo é duas vezes mais aguçado. Talvez, em 2008, eu procure outra coisa pra fazer, porque preciso de fundo pra próxima aventura, desta vez muito mais sistemática e definitiva.
"Nossas malas surradas foram empilhadas novamente no acostamento; temos um longo caminho a frente. Mas não importa, a estrada é vida." Jack Kerouac
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
ILUSÃO
Só se perde algo
Quando se tem algo
E
Como nunca
Tive algo
Não posso dizer
Que perdi algo
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
ACONTECEU NO RIO NILO
O sadam chegou cedo, fez algumas preces ao Lorde Jah, depois ligou pro Hugo Pop Chávez, porque o tal populista latino-americano tinha se encarregado de levar aquela cerveja bem gelada...
Luiz Aguiar fez a cobertura do evento. “Peeense numa balada doida!”, disse o tal repórter, assim que chegou à festa. George Belzebush chegou atrasado, mas isso não evitou o velho barraco com o Chávez. Motivo do barraco? É que o Chávez queria dançar a dança do “strip tease”, já belzebush queria dançar a dança do “gostosão.
Foi uma muvuca. Tigresas-sinfônicas para todos os lado. “Peeense, machu rei”, disse o nobre Deputado-repórter em uma chamada ao vivo para o programa da katiuza – Diário da manhã.
Todos os convidados, ao entraram na festa, ligavam os piscas de seus carros, pois Pablo Peter adorava ver o “pisca-pisca” do convidados ligado. Dizia ele que aquela era a “festa do pisca Peter”.
Tal balada só cessou com a chegada do coronel Gondim. VIXE! Todos gritaram. Logo, o valente coronel deu um prazo de 24 Hs para que aquele “chafurdo” terminasse. “Isso é um insulto ao Lorde Jah”, relutou Gordim!
Ao saber da intervenção do coronel em seu níver, Peter ficou irado e disse: “isso é um absurdo, io soy estudiante del directo de la Unifórtica, como podes tu, Gondim, atrapalhares el mi níver? Estarei comunicando sua atitude a tia yô-yô cabelo de night-power”.
Já o convidado de honra, Sócrates Miná, pediu a palavra e EXclamou: “pela ordem, adorável pisca-Peter. Perdoe-me, Sr, mas isto é EXdrúxulo demias, retirar-me-ei do recinto agora mesmo, não quero mais presenciar está impura sodomia”. Peter ficou envergonhado e acabou encerrando a balada.
Se não fosse a lide entre belzebush e Hugo pop Chávez, tudo teria ocorrido de acordo como PP previra. Ele até que gostou do seu níver, pelo menos foi o que disse no programa do Amaury Jr.
Já o convidado de honra, Sócrates Miná, está num ritual de purificação Extreme Nitro Glicérico, no antigo templo do oráculo de Delfos.
El fiñ
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
SONETO III
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa juntamente choro e rio,
O mundo todo abarco e nada aperto
É tudo quanto sinto um desconcerto:
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio;
Agora desvario, agora acerto.
Estando em terra, chego ao céu voando;
Num’hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar um’hora.
Se me perguntas alguém por que assim ando
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, Minha Senhora.
PROGRAMAÇÃO
Ainda dormindo
Mas
Lê o jornal
E liga a TV
E acredita em tudo
Nada contesta!
Contudo
Emite pareceres
Para seres inúteis
À noite
Antes de adormecer
Liga a TV e
Novamente
Acredita em tudo sem saber
INUTILIDADES
Se mesmo tudo tendo, não te tenho em meus braços?
De que vale o som das árvores,
Se aos meus olhos não mais foram dados o prazer de ver o vento balançar os teus cabelos?
Do que vale o sabor do vinho,
Se meus lábios não te tocam mais?
Do que vale ter tudo,
E não te ter?
Sim, do que vale a vida e suas burocracias,
Se o que eu conquistar não poderei dar a ti?
“a vida, amor, nossas bocas reunidas” (Florbela Espanca)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
No dia do "fico",
- Se for para o bem do governo e felicidade geral dos que querem ser o próximo presidente do senado, diga ao lula que eu saio.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
cala a boca, Bruno! (com muita vênia)
Ontem, vi o dep. Arthur Bruno, PT do Ceará, dizer que certo partido passa por uma crise de identidade. Dep. Bruno, que outro partido da república passa por uma crise de identidade além do Pt?
Crise de identidade em outro partido? Ora, deputado, por acaso este partido no qual você se refere, outrora, era contra a CPMF e, hoje, luta para que ela continue?
Por acaso este citado partido defende um governador que, antes, era um inimigo mortal, chamado até de “filhote de galego”?
Por acaso este partido pregava a moral e a ética na política e, logo após a subida ao poder, rasgou todo capítulo do seu estatuto que falava de ética e moral?
Por acaso este partido era contra as privatizações e, logo após a subida ao poder, privatizou tudo quanto é de estrada federal?
"Deputado", cuidado, porque a boca, como diz o comediante, é o aparelho excreto do cérebro.
bom dia, "Timão"!
háháháhá! o time do presidente é da segundona!




