terça-feira, 18 de dezembro de 2007

SONETO 01 – Sobre o Amor de Nietzsche e Lóu A. Salomé.

Quem dera descobrir em teus braços
O prazer de viver sem amargura
Pois, uma vez encantado em teu laço,
Coração não há para tanta ternura

Os pássaros que voam cantando
Amor não têem para a sua satisfação
Mesmo no dia do solitário caminhando
Rancor não há para acomodar a maldição

Mas mesmo na triste porta do abismo
O céu não esqueceu a infância
Porque, ainda que forte, o amor não está nutrido

Assim, amantes, o ferido fez-se em prantos
No convés do quanto escuro
E não se ouvem mais simplórios cantos.

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