segunda-feira, 22 de outubro de 2007

perdido num mundo.

Aqui ninguém suplica. Todos vivem incansavelmente. As tolices são o prato principal. As mentiras tornan-se verdades num piscar de olhos e, sempre que aqui chego, esqueço que sou humano e vivo pouco a pouco a mísera vontade de não ser ninguém – a não ser (é claro) eu mesmo.

As vidas são ceifadas para mais vidas serem nascidas. Espíritos saem, na esperança de encontrar um novo céu. Porém, a balança da injustiça só tem um peso, o do mais forte. Aqui, não se vê flores, mas ramalhetes de hipocrisia e ganância. As águas daqui não têm oxigênio. Amor não há porque no dicionário não possui a letra a. o que exite em abundância é o pessimismo e a esperança. Dois frutos do mesmo ventre – a vida. Aqui também não se esculta a voz da Vanessa da matta, nem do amarante, nem do Nando e muito menos as puras melodias de Bach. É horrível morar aqui. Estou sem cigarros, sem bebidas, sem amores. Rancores em abundâncias. Talvez David Gales seja mais feliz que eu. Aqui, o descontetamento é chamado de depressão...




“Prefiro continuar distante” (Nando Reis)

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