quarta-feira, 21 de novembro de 2007

no dia da consciência negra...


No dia da consciência negra, viram-se os debates mais desgastados, mas que ainda são polêmicos - Cotas e dívida histórica foram os mais citados pela mídia. o que eles não falam é que o negro, apesar da histórica dívida, não precisa desta aberrante esmola do governo lula, ainda que, na visão jurídica, sejam as cotas uma atitude absolutamente temporária.

O problema é que não se pode qualificar o indivíduo pela sua cor ou sexo, mas pelo seu intelecto, pelo seu caráter e, sobretudo pela sua pessoa, isto é, deve-se querer ser reconhecido pelo seu esforço, e não pela sua cor ou sexo.
É notória a dívida, por isso as cotas seriam uma solução imediata, porque a desigualdade é enorme, contudo, se isso prevalecer, será uma desigualdade mais extrema e falaciosa.

Segundo Aristóteles, igualdade é tratar os iguais igualmente e o desiguais desigualmente, por isso, hoje, ainda vejo com bons olhos as cotas, porém, é como falei antes, caso prevaleça, se converterá em uma ameaça, pois o indivíduo se acomodará na sua origem racial.

Alexis de Tocqueville expõe claramente que o estado deve oferecer condições para o desenvolvimento dos indivíduos, porque assim tais encontrarão a forma mais perfeita da igualdade. Tocqueville explanou a democracia social, que é, pois, o modelo democrático aplicado as condições de cada indivíduo. Nunca deve-se vincular o indivíduo também ao seu sexo, porque assim estaria a lei privilegiando aqueles que escolheram uma determinada opção sexual, e não um indivíduo que, historicamente, foi tratado desigual pela sociedade. É importante salientar que, apesar de todos os esforços, o negro ainda é visto pejorativamente, entretanto, a saída para apagar de vez tal desrespeito para com a pessoa negra é bandeira da Educação e sobretudo uma educação fundamentada no respeito.

Oscar Wilde, Leonardo Da Vinci e Edwin Morgan não clamaram para ser reconhecidos por causa que tinham uma opção sexual diferenciada das dos demais intelectuais da época, mas desejaram ser reconhecidos tão somente pelos gênios que eram, ou melhor, que ainda são, já que suas obras continuam impactando milhões de corações pelo mundo afora.

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