quinta-feira, 12 de julho de 2007

na janela do ônibus

Enquanto olha os gira-sois do fórum, pensei em dois barcos sem direção que saem à noite. Ontem, sai sem direção à procura do silêncio, mas acabei encontrando uma sala de cinema. Uma sala cujo filme era a continuação de um outro filme – quarteto fantástico e o surfista prateado. Um bom filme, pra não ser tão cruel. Muitos efeitos, pouco de conteúdo. Um filme básico, desses que só podemos assistir nos cinemas.

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Mas o filme não foi a filosofia da noite, pois os filmes só são filmes, e a vida é cada vez mais real. “Viver para negar a vida”, já me disseram que esta é a base do niilismo. Tudo bem, talvez seja mesmo, mas o niilismo não significa nada quando o “último romance” começa a tocar. A música mais perfeita. A suavidade da guitarra acompanhada dos metais, isso é mesmo Amarantemente caótico. O amor, a idade, o tempo, a velhice... a vida, a morte e a promessa de ir junto quando o tempo levar a amada, não há nada mais delirante do que isso.

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O homem absurdo às vezes pensa que sua vida não tem mais nada, contudo, a vida o surpreende, e ele fica feliz. As surpresas da vida são desconfiáveis aos olhos do homem absurdo, porque tudo passa tão depressa que ele tem medo. Os olhos do homem absurdo se perdem meio a imensidão das pétalas dos gira-sois, ai ele segue em frente. destino: ponto do ônibus.


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Um comentário:

Anônimo disse...

o mundo inteiro é concurso de beleza????