segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor. (Vladimir Maiakovski)

Diga-me a quem devo recorrer. Estou tremendo de indignação. O planeta está morrendo nas mãos da humanidade. Guerras, doenças, fome e outros males. Guerras que são alimentadas pela intolerância, fome e Aids resultam de um egoísmo ambicioso. Por que W. Bush não invade a África? Ah, já sei, lá não há petróleo...estou certo?

Vê o mundo morrer é triste, porém, não fazer nada é ainda pior. Enquanto pessoas morrem, eu durmo na minha aconchegante cama. Enquanto a guerra destrói o Líbano e a Palestina, eu vou ao cinema assistir um utópico supermam. Sinto-me um nada.

Estou muito mal. Aquela imagem das garotas sendo leiloadas da vontade de chorar. Crianças que são obrigadas a entregar o corpo para saciar a fome e ajudar a família. Imagine que nem tudo que se acha utópico é realmente utópico. Nós precisamos mudar. Metamorfose. O dinheiro gasto com mísseis seria melhor para matar a fome do mundo. “a guerra é a estupidez da humanidade, mas gera lucro, e lucro é que eles desejam”. Os donos do poder são crueis.

Enquanto se gasta tempo e dinheiro com politicagem, muitas crianças morrem por não ter o que comer. Onde está o amor? Abandonou a terra e seus moradores? “imagine um mundo sem fronteiras”, todos os homens unidos com uma só finalidade; a solução dos problemas. Imagine, porque os problemas humanos têm soluções humanas. Enquanto estamos distraídos num shopping center, a natureza morre...

É real. A vida real que não se muda de canal. As ligeiras impressões que temos são inúteis diante do sofrimento dos nossos irmãos. Onde está Deus? Volte a olhar para este planeta, Senhor.
A cada dia, um minuto em memória das vítimas da guerra, é o correto. A intolerância deve ser exercida contra a maldade capitalista, fora disto, a esqueça.

Amanhã começa tudo de novo, ou melhor, tudo de velho; a programada vida programada, pois não temos mais canções...é o fim!

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