sábado, 26 de agosto de 2006

desabafo de um homem moderno.

o relógio ainda marca 00:25 - o tempo não pára - o sofrimento também não. o quarto está vazio, a sua mente também. Ele não consegue mais pensar em nada, está preocupado, pois acha que poucos são os que ainda o consideram normal. Suas palavras foram perdidas. a vontade de calar a boca do chefe só aumenta. Na caixa de mensagem do celular há 3 mensagens não lidas, o seu e-mail está em situação semelhante. Ele tem que estudar, porque o sistema quer que ele seja alguém. Lembra que tem poblemas demais e esquece que um dia foi livre. chora às vezes, mas sempre é obrigado a sorrir, o protocolo deve ser mantido. Volta a lembrar do passado, mas é tocado pela espada de culpa que pede pra ele não lembrar. Ele insiste, mas é tarde, sua alma já foi vendida. por quê? ele não sabe. lava o rosto, come alguma coisa e vai tentar dormi, porque somente os sonhos ainda trazem a sua essência. São 00:53, e ele ainda não conseguiu mergulhar no mundo dos sonhos. tenta ler, mas logo o sono vem... apaga a luz, olha a cidade sonolenta, pensa mais uma vez sobre o que aconteceria caso ele decida fugir...faz os cálculos e decide ficar, pois já estar preso demais.
Aos poucos vai adormecendo, a cabeça vai descansando e o sono chega..."amanhã será mais um dia", diz ele antes de sonhar.

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