Os ventos que sopram minha vida são diferentes daqueles que sopra a vida da grande massa alienada. O ponteiro do relógio agora marca meia-noite e quinze e o vento que corre pelo meu quarto parece-me que é o único livre nesta situação. Ele circula pelo quarto, corre até a cozinha e salta pela janela, provavelmente irá percorrer o quarto de minha amada. Como queria eu ser esse livre vento!
Olho pro céu e não vejo a lua. Olho continuamente e não a vejo, também não vejo as estrelas, o tempo fechou. Somente vejo as luzes da metrópole adormecida de quintal. Olho pro espelho e vejo um cara barbado – cansei de olhar – vejo um garoto cansado de dar satisfação para os outros, um garoto que quer explodir as três leis da atitude...um menino que brinca de voltar ao passado e que mesmo não sabendo escrever, acabe rabiscando pra esquecer suas mágoas. Agora estou a observa “o pescador de ilusões”, ele está mais macambúzio. A inconsolação do pescador me fascina e os quadro de Munch colaboram para minha embriagues. Estes dias tenho achado a vida maravilhosa demais – exagerei – mas aos poucos vou perdendo o desejo vital, pois não tenho nenhum passagem de trem. Quem dera sentir o gosto do morgado, o seu auciônico cheiro e a sua cor infernal. Hoje não chorei como de costume, pois tive sonhos que de uma maneira terrível me deixaram o pouco conformado. Amanhã se tudo sair como é, será outro dia, mais uma segunda tediosa. Já sei o que vai acontecer; vou acorda cedo (sem fome como sempre), depois irei trabalhar, depois vou para casa. Minha vida tornou-se robotizada, nada de novo acontece. É uma vida de todos e ao mesmo tempo de ninguém, quem sabe um dia eu ponho um ponto final em tudo nisso
Olho pro céu e não vejo a lua. Olho continuamente e não a vejo, também não vejo as estrelas, o tempo fechou. Somente vejo as luzes da metrópole adormecida de quintal. Olho pro espelho e vejo um cara barbado – cansei de olhar – vejo um garoto cansado de dar satisfação para os outros, um garoto que quer explodir as três leis da atitude...um menino que brinca de voltar ao passado e que mesmo não sabendo escrever, acabe rabiscando pra esquecer suas mágoas. Agora estou a observa “o pescador de ilusões”, ele está mais macambúzio. A inconsolação do pescador me fascina e os quadro de Munch colaboram para minha embriagues. Estes dias tenho achado a vida maravilhosa demais – exagerei – mas aos poucos vou perdendo o desejo vital, pois não tenho nenhum passagem de trem. Quem dera sentir o gosto do morgado, o seu auciônico cheiro e a sua cor infernal. Hoje não chorei como de costume, pois tive sonhos que de uma maneira terrível me deixaram o pouco conformado. Amanhã se tudo sair como é, será outro dia, mais uma segunda tediosa. Já sei o que vai acontecer; vou acorda cedo (sem fome como sempre), depois irei trabalhar, depois vou para casa. Minha vida tornou-se robotizada, nada de novo acontece. É uma vida de todos e ao mesmo tempo de ninguém, quem sabe um dia eu ponho um ponto final em tudo nisso

Nenhum comentário:
Postar um comentário