sexta-feira, 23 de março de 2007

M de Mariana

Mari,
Bendita eis entre todas as mulheres.
Não eis uma flor, mas toda a primavera.
Homem nenhum saberá direito como ter o teu amor,
Já que tu eis o próprio amor.
A palavra beleza a ti não cabes. por quê?
Porque a palavra beleza é de origem humana;
Pra ti só as palavras divinas valem...

E, ainda que eu escale o monte mais alto do mundo,
Ainda assim não alcançarei a tua grandeza.

O essencial comparado a ti,
Torna-se obsoleto.
O principal comparado a ti,
Torna-se coadjuvante.
O mar comparado a ti ,
Torna-se uma gota d’água.
Tudo que a ti se compare,
Perde o seu real significado.

Mari,
Já que tu eis o próprio amor,
Homem nenhum saberá direito como ter o teu amor.
Não eis uma flor, mas toda a primavera.
Não eis o céu,
E sim todo o universo.

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