NUNCA HOUVE momentos como aquele
era o primeiro sentimento de uma solidão em grande estilo.
lá fora, o céu derramava-se em prantos,
dentro do quarto,
clareado apenas pelo branco das paredes,
ouvia-se apenas um Cold Play extremamente melancólico
e um Artur da Távola ainda mais instigante.
sem o calor do sol
o aspecto sombrio da manhã aguçava a não-vontade
e as coisas insuportáveis do meio consumiam vagarosamente o resto de sanidade que havia.
ainda que, muitos provem o contrário,
não houve momentos como aquele
sozinho, sozinho, sozinho
sem marcas de nenhuma presença.
nunca se teve tão bem
como naquele dia
diante da grandeza do momento
via-se o pleno gozo de uma manhã sadia.
nunca houve momentos como aquele
sozinho, sozinho, sozinho
nunca se teve tão bem
que a tempestade lave a bicicleta.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
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