quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Obsolescência Natalesca - parte III





Não se sabe mais o que ocorreu. As palavras e os sentimentos não são mais uma faca, mas sim instrumentos perigosos que ferem e assustam a inconstância do ser. Seja como for, não se pode mais acreditar porque a ilusão é um sintoma (ou um sentimento?) admirável, entretanto, não se pode mais medir o caminho da ilusão e o caminho da utopia, nem tão pouco a fronteira existente. Mas, quando falo que a regra que diz que toda regra tem uma exceção é falha, é porque esta, em sua essência, elimina tudo que se pode ter como verdade, é como se o manto que encobre a mantra perdesse toda a capacidade de introspecção.



Em fim, “meuirmão”, as coisas boas passam numa capacidade extremamente incomum, as horas, então, nem se fala, sobretudo quando elas medem os momentos bons, todavia, nos tempos de cólera, ela parece não escutar o silencio da menina ilusionista da cidade voadora.
Mas tudo bem, a vida não é feita só de tempo. Tempo é só um detalhe.



Que nesta fantasmagórica pseudo-alegoria de 2008 o vinagre e vinho possam se encontrar nas esquinas de Nínive e contemplar o segundo sol vindouro.

4 comentários:

yéssica klein mori disse...

Adorei! "...a vida não é feita só de tempo. Tempo é só um detalhe." - principalmente essa parte.

Belo blog! ;*

Manoel Júnior disse...

"o deserto é eterno, vale a pena "pregar" nele"

Artur da Távola

seja bem vinda, yéssica. que a estrada preencha o seu coração, neste dia de chuva.

yéssica klein mori disse...

Tranquilidade, tudo o que eu preciso! Só dizer o dia.

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14877911783435217686

Manoel Júnior disse...

"desse jeito vão saber de nós dois" (v. da matta)

rsrsrsrsrs