terça-feira, 15 de janeiro de 2008

SOZINHO

“As paredes de pedra não impedirão o vôo do amor” (Shakespeare)


O medo não é mais a razão,
E não há perdão pra corações infratores.

O brilho se foi.
Ficou a solidão com seu imenso e doloroso fardo
Sim, o fardo que impede a leveza, como bem diz Kundera.

Amar neste mundo é pecado?
Há coração para tanto sofrimento?
Vida há para quem se entrega a paixão?
Não, talvez não seja fácil responder,
Porque na lata de lixo que você me jogou não há lápis nem papel.

Por fim,
Meus olhos
Quando contemplam a lua,
Liberam sem querer um inesgotável rio.
Um rio de lágrimas sem forma.
Limitado apenas pelo sono que não vem,
E me deixa só durante uma madrugada inteira
Esperando o amor que se foi com a última gota de lágrima da chuva.

2 comentários:

yéssica klein mori disse...

uau! lindo poema. e é mais ou menos o que eu sinto tbm ;]

Manoel Júnior disse...

é. não se pode esconder os sentimentos. ou pode-se?