sábado, 5 de janeiro de 2008

SOBRE O FAROL DO CAIS


O farol do cais, este ser que ilumina a entrada e a saída dos navios solitários, não é poeta, mas é puramente um farol. Sim, é farol, e como farol, comporta-se como um mero expectador.

Não se pode confundir o farol com o poeta, porque o poeta tem coração de sangue, já o farol possui um coração de farol – coração simples, pedregoso e sujeito a qualquer tipo de ferimento.

O poeta sofre. Chora. Aprende com os erros os caminhos para possíveis acertos. Caminha solitário. Tem uma percepção diferente do resto da humanidade. Vive uma poderosa inconstância sentimental e, nas noites de chuva, corta o silêncio da madrugado com o choro embriagado. É isso, o poeta aprende, mas o farol não, ele acredita em tudo que os outros dizem, pois sua inocência é semelhante ao ciúme, e sua persistência é comparada ao cão faminto. Mesmo assim o farol emaranha a vida quando insiste em ser poeta sem perceber que a sua alma é de farol. Somente uma coisa ele não insiste: o fato de continuar acreditando em tudo que se passa no orkut. A vida, ‘meuirmão’, o espelho do “Beleza Americana”.

4 comentários:

yéssica klein mori disse...

é mais simples ser farol ou poeta?

Manoel Júnior disse...

talvez...

nnt disse...

longe demais...poefarol.

Anônimo disse...

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